segunda-feira, 14 de abril de 2008

AS CIDADES DAS EMOÇÕES - PORTO





Porto Sentido
Óleo sobre Tela 120x70cm

Num comentário ao quadro anterior "Porto - A Casa Amarela", Luis Santos transcreveu o poema "Porto Sentido" de Rui Veloso. Mal sabia o meu bom amigo, que eu tinha feito um quadro com o nome do poema. Como está na linha do anterior, faz todo o sentido que o apresente, juntamente com a canção da dupla Carlos Tê / Rui Veloso.

21 comentários:

Anne M. Moor disse...

Fizestes-me chorar... A música, a pintura, Porto... me trazem sentimentos profundos que ainda dóem...
O reflexo da cidade na água, as luzes cintilantes nas janelas me trazem lembranças do que não pode mais ser...
Beijos salgados de lágrimas...

Isabel disse...

Bellísima pintura, no necesita realmente comentarios. Me encanta el reflejo en el agua, tan vivo, tan vibrante. Besos.
http://senderosintrincados.blogspot.com

Sibyla disse...

Sin duda que son ciudades de las emociones... y con fados cantados de fondo, la emoción se duplica.

Un abrazo Antonio!:)

Pena disse...

Estimado Amigo "a tapadinhas":
A magia do principal responsável pela introdução da música "rock" em Potugal, Rui Veloso,associado ao compositor Carlos Tê são dignas de registo e fascínio pela sua significação imensa.
"Porto Sentido" é uma das mais belas obras jamais concebidas por alguém.
A sua atitude deslumbra ao dar-lhe vida num quadro artístico de imensa beleza.
Considero uma honra, conhecê-lo, acredite?
Jamais esquecerei o seu poderoso poder criativo imensamente talentoso e brilhante.
Excelente! Combinação sensível, harmoniosa e perfeita.
OBRIGADO pela sua amizade. É uma honra!

Abraço amigo de respeito e grande estima

pena

Miss Slim disse...

Olá amigo António :)

Mesmo dispensada de cá vir, ehhhh ... é sempre um prazer vir cá :)

Adoro o Porto e a música então, Lindaaaaaaaaaaaaa

Beijinhos

A.Tapadinhas disse...

Anne: Espero que tenham sido lágrimas gostosas... a reproduzir como um caleidoscópio as luzes da cidade...
Beijo.
António

PS. Tens razão! Ainda sabe a sal...

A.Tapadinhas disse...

Isabel: É bom saber que não é só a água que vibra...

Beijo vibrante.
António

A.Tapadinhas disse...

Sibyla: Entre as diversas hipóteses que tinha para a música, escolhi esta, porque me pareceu ser mais compreensível para os meus amigos espanhóis... Ainda bem que gostaste!
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Pena: As suas palavras, são, como sempre, um conforto, mas sobretudo um estímulo para continuar a apresentar os meus trabalhos...
Um abraço de amizade.
António

A.Tapadinhas disse...

Miss: Não precisava! Mas aqui para nós, um beijinho sabe sempre bem!
:)
Beijo com música.
António

Suzana disse...

Impossível não chorar!
Lágrimas de Porto
Iluminadas, mais uma vez pelo artista.

Anne M. Moor disse...

Um gostinho com a qual preciso aprender a viver...
Beijos

PS. Não que eu vá agora ficar chorando pelos cantos não... sou feita de outro material! Foi este teu conjunto que apertou meu gogó... :-)

Fermina Daza disse...

Mirar ese cuadro mientras escucho la música me hace flotar. Hay tantas cosas bellas en la vida, una música con saudade, una ciudad hermosa, un mar de reflejo cristalino, la luz blanca de un sol límpio iluminando el mundo y arrancando reflejos de diamnte a las ondulaciones del agua. Pintas todo lo bonito de tu tierra y pones tanto cariño en ello que me haces quererla como si de mi propia tierra se tratara y es que en este caso, pienso yo, conocer es amar.

Como consecuencia de la entrada que me dejaste como éstorias de alhos vedros, he estado mirando todos los blogs en los que colaboras. En uno de ellos conocí "personalmente" a un tal António que lucía un gran sombrero labriego y una sonrisa de oreja a oreja. No sé, quizá tú lo conozcas :D

Beijo

Ernesto Dias Jr. disse...

Não me canso de apreciar o seu trabalho e confessar sempre despudoradamente: contorço-me de inveja.

E depois de ouvir a música transportei-me para minha São Vicente da juventude, noite de verão e violão, cantando com amigos lá em cima da Ilha Porchat:

Meu pequeno Cachoeiro
vivo só pensando em ti
ai que saudade dessas terras
entre as serras
doce Terra onde eu nascí!

O amigos brasileiros vão reconhecer na nostalgia e na toada a semelhança.

A.Tapadinhas disse...

Irene: Como é hábito os teus comentários são duma beleza descritiva que me deixam muito orgulhoso, porque são os meus quadros que os despoletam. Mas hoje, não quero falar desse assunto. Hoje aquilo o que há de importante é que vou, finalmente, conhecer "pessoalmente" Fermina Daza: estreou-se em Portugal o filme protagonizado por essa Mulher.
Isto acontece quando tu, por um acaso, conheces "personalmente", António... Nada acontece por acaso...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Ernesto: Num comentário da nossa amiga Lú, ela salientava a semelhança da arquitectura de Piódao com as aldeias de Minas Gerais. Agora, o meu amigo fala da semelhança da música e das boas recordações que ela lhe traz...Eu concluo que somos muito mais irmãos, do que julgamos! Invejas à parte... :)
Abraço fraternal.
António
António

jorge disse...

Me ha gustado mucho el reflejo de las casas en el rio.

Hermosa cancion.

Buena pintura, buena musica; entrar en esta casa es una gozada.

Edições Casa de Estudos de Alhos Vedros (CEAV) disse...

Amigo António, a doce poesia e os belos sentimentos da tua acompanhante de viagem e nuestra hermana "fermina daza", mais a forte saudade de um Porto Sentido e a tua amizade, trouxeram-me à memória um poema que dediquei a Espanha. Aproveito para o deixar aqui e vou dedicá-lo em teu nome, a todos os amigos que por aqui passam, e em particular, a todos os nossos irmãos castelhanos, fazendo votos que a proximidade geográfica e linguística, se traduza cada vez mais numa proximidade amistosa, afectiva, fraterna e solidária. A aproximação cada vez maior entre a Língua de Camões e a Língua de Cervantes, decerto, trarão de novo novos mundos ao mundo, desta vez já em paz!

Então o poema diz assim:

IBERIA



Hubo un tiempo
en que peleámos
infantiles nos matámos uno al otro

Hubo mismo un tiempo
en el que exageradamiente me hiciste tuyo:
llegaste y reynaste, me tomando todo
hasta que de nuevo nos matámos uno al otro.

Esos tiempos cambiáran.
Hoy te quiero solamente amiga
y signo de eso mismo es hacer
de mi canto tu língua,
mostrar te que al meter me en tu piel
te quiero respectar como eres
como se de mi mismo se tratara,
te quiero plenamente comprender
y se necessario discordar,
pero desta vez ya en paz.

Al diante de hoy mano com mano
caminãremos.

a um anónimo António,
a Espanha!,
com os devidos agradecimentos ao Manuel João que me conseguiu a tradução.

A.Tapadinhas disse...

Jorge: Já fui reflexo naquela água: já passeei por aquelas ruas, já me sentei nos bancos daquelas esplanadas à beira do rio...
Abraço.
António

A.Tapadinhas disse...

edições...: Vou aproveitar o poema para fazer uma entrada de homenagem a nuestros hermanos.

António

Udi disse...

...me deu saudade de um lugar que ainda não fui.
Maravilhoso! Obrigada pela viagem.
beijo