segunda-feira, 26 de julho de 2010

PÔR-DO-SOL NA RIA


Quintas do Norte (em construção) Acrílico sobre Tela 40x60cm

A Murtosa é uma Vila do distrito de Aveiro situada numa planície junto ao Oceano Atlântico, cuja origem remonta aos inícios do século XIII. A sua íntima ligação com o Oceano e com a Ria que tem aqui o seu maior espelho de água, justificavam que as suas principais actividades tenham sido a pesca e o moliço, nome dado à apanha de algas que são utilizadas como fertilizante natural. Os barcos moliceiros ainda continuam a ser utilizados na arte Xávega, um tipo de pesca de arrasto em que o barco sai de terra deixando no fundo uma corda ligada a uma rede, que depois é arrastada até á praia, puxada por bois ou tractores, com o peixe que apanha pelo caminho.
Este trecho da paisagem seduziu-me pela elegância das estacas espetadas no fundo lodoso da ria.
É a partir destas pinceladas de cor dadas com a tinta diluída em água, que eu vou salientar com a tinta mais espessa, as cores e texturas, com vista a conseguir o efeito que pretendo: a tranquilidade de um pôr-do-sol.

5 comentários:

Luís Coelho disse...

Bom dia
Pelo esboço que aparece, acredito que ficará muito bonito este trabalho a juntar aos anteriores.

Graça Pereira disse...

Conheço este local...tão lindo e sei que ainda vou gostar mais, a partir da tua tela...Fico curiosa!
Beijo
Graça

Denise disse...

Serenidade é o sentimento que sinto ao ver esse esboço.
Ansiosa pela obra pronta.

carinho

Anne M. Moor disse...

Já puxei o chimarrão para aguardar o por do sol :-)

Beijos
Anne

Léo Metallica disse...

Grande Tapadinhas. Tens uma relação de poeta com o mar. Já notei isso. Talvez isso deva-se a proximidade de seu lar ao mar, talvez apenas gosto pessoal, Fato é que suas maiores representações tem o mar e seu espetáculo de natureza retratados em suas telas. O faz deslumbrantemente.

Quanto a cultural pesca do arrasto. Cá (Dando uma de Conterrâneo) no Brasil pesca-se da mesma forma, só que utilizando a força dos braços de muitos homens. É uma cena bastante alegre, pois a medida que a rede vem chegando a praia, nota-se a felicidade dos curiosos e os peixes saltitando na água. O que me encantou em ver tal feito, foi a alegria dos pescadores de terem feito uma excelente pesca. E a feira ao ar livre é baratíssima. Salve os pescadores artesanais que tiram do mar apenas o necessário para a manutenção da saúde e do lar.

São os verdadeiros velhos lobos do mar.

Direto do Brasil.
Abraço.