domingo, 24 de fevereiro de 2008

SÉRIE - AS CIDADES DAS EMOÇÕES


Igreja de Santo Estêvão
Acrílico sobre tela 70X70cm

Igreja de Santo Estevão (1702-1750)
Alfama, é um dos bairros antigos de Lisboa, com a sua fascinante paisagem de vielas estreitas e sinuosas, com restaurantes e bares na moda, mas também, com as tradicionais tabernas, onde todas as noites se canta a canção nacional, o fado, acompanhado pelo som das guitarras.
A igreja, Monumento Nacional, característico do barroco, tem um perfil irregular, só com uma torre. A fachada é dividida em três panos por pilastras e rematada por um frontão triangular, encimado por uma cruz. No seu interior oitavado de geometria simples e traçado rectangular com os ângulos cortados, destaque para o retábulo, os altares laterais, a estatuária e os azulejos.
Utilizei uma tela quadrada que torna o conjunto mais estável, sem tensões. A divisão clara entre o céu, o rio e o bairro de Alfama, com uma crescente concessão mais generosa do espaço, puxa o olhar do observador, para baixo. Contrariei essa tendência, acentuando a intensidade da cor azul nas margens, para manter o olhar junto ao ponto fulcral da obra, a Igreja, que ao contrário das regras, está colocada no lado esquerdo da tela.
Estas três divisões (céu, rio, casas) foram acentuadas com a texturização da tela. Com uma espátula (cartão de crédito:) fiz a distribuição de quantidades generosas de Modeling Paste, sem a preocupação de definir muito bem as zonas. No céu a espátula girou em todas as direcções (céu para todos), na água na horizontal (descanso absoluto), e no casario no sentido vertical (as casas, como as árvores, morrem de pé). Não tive qualquer preocupação de que as marcas deixadas pela espátula tivessem obrigatoriamente de estar em consonância com uma parede, janela ou qualquer sítio especial, até porque não fiz qualquer desenho prévio. Como é óbvio, dediquei especial atenção à igreja. No casario, mais do que definir pormenores, procurei as tonalidades gerais de cada zona. A tela foi pintada com acrílico, para manter a espontaneidade que uma pintura a la prima deve revelar.
Esta, foi a última pintura que fiz.
Está aqui para ser vista pelos amigos que me visitam. Espero de todo o coração, que gostem tanto dela como eu... com ou sem milagre do Santo Estêvão...

25 comentários:

NÓS disse...

gosto, gosto imenso da pintura; acho que está muito ben expressada a luz que envolve Lisboa.
Tinha muita vontade de entrar no blog para lle dizer o muito, muitíssimo que gosto da súa pintura; conheci-o a través do blog do Jorge " Begin the hope" e nao posso deixar de o visitar quase cada dia.
Obrigadissíma por me fazer disfrutar tanto com as suas imagnes
peço imensas desculpas pelos erros no Português.
Saúdaçoes
Mª dos Anjos

A.Tapadinhas disse...

Nós: Posso dizer-lhe, M.ª dos Anjos, que o seu português é muito melhor que o meu espanhol! Sinto-me muito honrado com as suas visitas, hoje mais do que nunca, porque me deixou uma bela mensagem. Jorge já é um grande amigo.
Un saludo cariñoso.
António
PS. Já entendo a escrita em espanhol.

Anne M. Moor disse...

António: A formação irregular dos prédios foi o que primeiro chamaram meus olhos, depois, como sabes foram os telhados com suas cores quentes e as janelas... ah as janelas... Qdo eu for a Lisboa quero ir neste lugar...
Lindo...
Beijos coloridos

Fermina Daza disse...

Querido Antonio, no sabes como agradezco tu invitación, me encanta entrar en tu casa. Cada pocos días nos sorprendes con una obra nueva y hermosísima. Hoy, al abrir tu página, me he encontrado con un paisaje brillante que te atrapa y te envuelve con su misteriosa belleza. No, no he querido leer nada, lo primero que he hecho ha sido ampliar la imagen y, después, he puesto música. He elegido a Dulce Pontes con Ennio Morricone, "La luz prodigiosa", y es que, prodigiosa es la luz que le imprimes a Lisboa. Te aseguro que la mezcla de tu pintura con esa música es espectacular, emocionante hasta las lágrimas. Después me he ido a leerte, que es el segundo regalo que recibimos de ti todos los que tenemos la suerte de visitarte.

Gracias, Antonio, por esta pincelada color Lisboa que esta noche dejas en mi corazón.

Un beso

Irene

Jorge disse...

Viendo la ampliacion; el rio brilla, el colorido del barrio es maravilloso y como dices tu el cielo es de todos.
Has hecho que me guste el barrio de Alfama.
La ultima pintura...por ahora.
Abrazo

Tánatos disse...

Con una tarjeta¡… Cada vez nos compruebas que tienes un gran talento amigo mío, con tu libertad en el trazo y en la composición.

Un abrazo desde Perú.

A.Tapadinhas disse...

Anne: É muito fácil, minha amiga: sugiro que venhas, de maneira a passar a noite de 12 para 13 de Junho, dia de Santo António, num destes bairros. É a noite de Lisboa, da sardinha assada e do caldo verde, dos arraiais e manjericos, e das juras de amor eterno...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Irene: Concordo com a tua sugestão de acompanhamento musical para, mais do que ver, sentir a magia de Lisboa. Não sei, se já tinhas disponível a canção interpretada por Carlos do Carmo, Lisboa Menina e Moça. Este fadista, acabou de ganhar um prémio Goya para a melhor canção original no filme de Carlos Saura, "Fados".
Beijo fadista.
António

A.Tapadinhas disse...

Jorge: Estou seguro que a Lisboa antiga não te vai desiludir. Os bairros populares, espalhados pelas suas sete colinas, a baixa pombalina (do Marquês de Pombal), o Tejo, tocam o coração de todos...
Abraço alfacinha.
António

Anne M. Moor disse...

António: um recado do Jorge Lemos procê lá no Life... Living... :-)

A.Tapadinhas disse...

Anne: Já passei por lá e só te digo: fiquei muito emocionado com o elogio do Mestre da palavra. Termino, como ele, no seu poema
"Quando a Água se fez Doce":
...
O Doce sempre adoça
a vida de quem o ama.

Beijo doce.
António

Anne M. Moor disse...

:-) Beijos António. Amigo que conheci nos meandros das 'margens', criou empatias nos rios da vida e, especialmente, se desnuda no falar da pintura tão e tão expressiva...

BEGOÑA disse...

Que bonito!!!.Visito casi a diario este pedacito de Portugal. Hoy acompañada,como no,de la música de
Amalia, Madrugada de Alfama.
Saúdaçoes
Begoña

Gi disse...

Como pintas bem a minha cidade.
Captaste-lhe a luz . A vida.


Um beijinho, noite feliz

A.Tapadinhas disse...

Anne: Cada vez mais as tuas palavras são poesia... Espero que, de alguma maneira, eu possa ter contribuido para essa revelação...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Begoña: Amália é uma boa companhia!
Mais do que uma fadista, ela era uma força da Natureza, ao nível das maiores figuras mundiais...
Agradeço as tuas visitas e, principalmente, os teus comentários...
Saludo cariñoso.
António

A.Tapadinhas disse...

Gi: Tive uma noite feliz, e acredito que as tuas palavras contribuiram para isso... e as Tágides também...
Beijo.
António

Anne M. Moor disse...

Certamente António...
O Jorge está encantado com a tua obra... deixou mais 2 comentário lá no Life... Living... em 'Viver'...
Beijos :-)

A.Tapadinhas disse...

Anne: Tu é que és encantadora... Se fosses serpente, gostaria de ter a flauta... :)
Beijo.
António

ANA disse...

Ciertamente pintar con pasión, se refleja en las telas,
Se intuye una persona apasionada por lo que pinta y por pintar.
El resultado, siempre proclamando belleza que le siga,
y vaya que si la siguen,
más y más telas, que superan a las anteriores.
un abrazo artesano.
ana.

SHE disse...

Aùn no deduzco que me agrada màs, tus pinruras o tus relatos... lo mejor serà seguir disfrutndo de ambos.

Has pintado un pedacito de Lisboa
de una manera bella y brillante,
como siempre.
Los colores inigualables!

besos mil
SHE

A.Tapadinhas disse...

Ana: Espero continuar a merecer a tua visita e as tuas palavras tão carinhosas. Não tenho preferência pelas minhas telas: se calhar fico mais próximo da última que fiz para a conhecer melhor e ela reconhecer-me como o seu criador... Porque depois de acabar uma obra e olhá-la no dia seguinte, às vezes pergunto a mim próprio: -Fui eu que a fiz?
Abraço carinhoso.
António

A.Tapadinhas disse...

She: Para o bem e para o mal, tens razão no que dizes: as minhas cores são inigualáveis. Nos primeiros tempos, enchi resmas de papel com a reprodução anotada das cores que iam surgindo (e me encantavam) no decorrer de uma pintura. Sempre que procurei reproduzi-las, elas tinham vida própria e ganhavam outras nuances. Desisti de tentar copiar-me...
As minhas obras são como as mulheres: Cada uma tem a sua maneira de amar... e é irrepetível...
Beijo repetido (e diferente:)
António

freefun0616 disse...

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