segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MOINHOS DE ALBURRICA


Barcos em Alburrica Óleo sobre Tela 80x100 cm

Já falei algumas vezes da importância histórica dos moinhos de Alburrica, para a cidade do Barreiro. Da última vez que por lá passei, estavam cheios de andaimes, significando que estavam a fazer as obras necessárias à sua preservação.
Duvido que tenham tomado algumas medidas para evitar as modificações ambientais no estuário do Tejo, ou tenham alterado a rota dos catamarãs para que a ondulação deixe de minar os seus alicerces...
Mas, o que estão a fazer já denota alguma preocupação com a conservação do património.
As árvores morrem de pé.
Oa moinhos devem viver de pé, como os homens...

44 comentários:

Anne M. Moor disse...

Pressinto um tom sombria no teu relato e há algo de sombria na tela para o acompanhar... Quando será que o ser humano vai aprender?????

Beijos sombrios :-)
Anne

Benó disse...

Lindas cores na tela aqui apresentada. Gostei imenso assim como o texto que a acompanha. Inteiramente de acordo com a frase final da sua mensagem.
Uma boa semana.

Renata Vilanova disse...

uma tela dom quixotiana, senti. há mais nos moinhos do que imaginamos.
abraços ilustrados. renata

SHE disse...

pf ojalá no susediera así en todo el mundo ,lamentablemente no todos han nacido para crear, los hay quien sólo por unos pesos destruyen el habitat, pero tú rescatas el mundo con tu arte, vuelves los bellos paisajes eternos.

Gracias

Flavio Ferrari disse...

Para moinhos, cabe uma reforma ... já para nós, os homens, o fim é inevitável ...

direitinho disse...

Bom dia
Ainda bem que de vez em quando alguém acorda para renovar e conservar os moinhos e outras coisas do nosso património.
Gostei da pintura das rochas com o mar ao fundo.
Uma imagem que nos leva a sonhar

A.Tapadinhas disse...

Anne: Parece-me que a construção da 3.ª travessia do Tejo vai ser uma espécie de chapéu, passando por cima de Lisboa, e o princípio do fim daquela paisagem ribeirinha...

Oxalá esteja enganado!

Beijo,
António

A.Tapadinhas disse...

Benó: As margens do Tejo são um manancial de cores e sensações, de vida, que é vital se mantenham...

Boa semana.

Beijo,
António

A.Tapadinhas disse...

Renata Vilanova: Já perdi um pouco do meu espírito quixotesco, apesar de pintar moinhos...

A minha lança está a ficar um pouco enferrujada...

Abraço,
António

A.Tapadinhas disse...

SHE: Agora, estamos de luto, por causa da tragédia que assolou a Ilha da Madeira...

...por motivo de causas naturais...

...a que os homens deram uma ajuda.

Tem uma boa semana! A minha vai ser melhor por causa da tua visita!

Beijo,
António

A.Tapadinhas disse...

Flavio: É bom que se mantenha assim: só na morte todos somos iguais!

Boa semana!

Abraço,
António

A.Tapadinhas disse...

direitinho: Esperemos que haja sempre pessoas que se interessem pelos problemas do colectivo...

Abraço,
António

Pena disse...

Notável Amigo António:
Admirável "explosão" pictórica deste Barcos em Alburrica Óleo sobre Tela 80x100 cm.
Perfeito!
As considerações sobre a "profilaxia" a executar sobre o encaminhamento das águas do Tejo e os moinhos nascerem e viverem em pé são repletas de oportunidade e mestria atenta num texto fantástico.
Fabuloso, amigo!
Com respeito e grandiosa estima.
Espero nunca o perder de vista.
Abraço amigo.
Excelente Post.
Com consideração sempre presente onde mora tanto talento.

pena


MUITO OBRIGADO!
Realmente, além do guarda-chuvas, para a próxima é de teclado do computador, acredite, sublime Amigo Gigante?
Se referi no que escrevo alguma aberração ou despropósito, desculpe, mas não estou muito ao corrente destas problemáticas, no entanto ouço falar e escuto com atenção. Desculpe, alguma inconveniência, majestoso amigo, ok?
Bem-Haja!

Fernanda Irene disse...

Mi querido Antonio, a veces perdemos nuestro tiempo con cosas que no nos aportan nada y, sin embargo, no encontramos unos minutos para visitar los blogs de aquellas personas que nos ofrecen su más que sobrado talento tan desinteresadamente. Prometo no olvidar esto y entrar aquí con más frecuencia para seguir disfrutando con tus preciosas pinturas que siempre me sumergen en los serenos paisajes de tu tierra tan querida.

Un abrazo enorme y gracias por estar ahí.

GINEBRA disse...

Ese óleo es muy, muy interesante, lleno de color. Me gustan los paisajes marinos, también los fluviales.
No conservamos lo suficiente, ni respetamos el patrimonio natural o artístico como debiéramos. Un error. Saludos

calamanda disse...

Tu obra me recuerda un lugar muy
especial y querido por mí...El Mar
Menor (Murcia), allí también hay
un molino estupendo.
El cuadro es una maravilla, con
unas medidas perfectas y un empaste
magnífico...tiene que ser precioso
contemplarlo in situ.

Un abrazo.-

A.Tapadinhas disse...

Pena: As minhas palavras são apenas o reconhecimento de uma realidade que, às vezes, me faz confusão não ser entendida, por ser tão simples...

Meu caro amigo, as suas palavras são sempre cristalinas e, além do mais, carregadas de amor pelo próximo, polícia ou não. :)

Abraço,
António

A.Tapadinhas disse...

Fernanda Irene: Tens muita razão! Todos nós, às vezes, quando olhamos para trás, sentimos que devíamos ter tomado outra opção...

Neste caso, podes crer, que eu sinto tal felicidade cada vez que me visitas que não me atrevo a criticar-te: sempre que me honrares com a tua visita será um prazer... ponto final!

Un abrazo cariñoso...
António

A.Tapadinhas disse...

GINEBRA: Eu, talvez porque nasci e vivi sempre perto do mar e do rio, tenho uma adoração por tudo o que se relaciona com a água...

Grande parte da minha obra e isso que retrata. Ainda bem que a aprecias tanto! Obrigado!

Beijo,
António

A.Tapadinhas disse...

calamanda: Nunca estive em El Mar
Menor (Murcia), mas irei ver no Google esse local...

Espero que possa ser contemplado durante muito tempo!

As coisas belas são para se guardarem com carinho!

Beijo,
António

Amora disse...

Fantastica entrda,es muy confortable pasar por tu sitio,tiene estilo,un saludo y hasta pronto...

A.Tapadinhas disse...

Amora: Agradeço a visita e as palavras amáveis.

Abrazo,
António

Sí es lo que parece disse...

Precioso tu blog, vendré a menudo y así recrearme en esos colores y esos paisajes que nos muestras.

Por qué nos empeñaremos en destrozar, cambiar y amoldar a nuestro antojo el entorno y la naturaleza cuando todos somos conscientes de que es lo mejor con lo que nos encontramos al nacer?

Saludos

jorge disse...

En cuanto en una de tus obras pones esos azules (en cielo y agua) mis ojos quedan atrapados.

Y me ocurre cada vez.

La naturaleza es dura y los humanos solemos ayudarla con decisiones incomprensibles (como construir en zonas inundables). Un abrazo solidario para la tragedia de Madeira.

Pocas cosas igualan la belleza de algun recodo natural que descubrimos de repente (una cala, un meandro del rio...)

Reflexo d Alma disse...

Vou dizer sempre o quanto adro vir aqui e o quanto aprendo.
Saudades daqui...

Vim deixar bjins e minha provocação...
" Mas só percebe
quem aceita a
pro-
vo-
ca-
ção...

Catiaho/ Reflexo d' Alma entre delírios e delírios

A.Tapadinhas disse...

Si es lo que parece: Fico muito grato pelas tuas palavras e pelas visitas prometidas.

Ainda há poucos dias nós (portugueses)tivemos um exemplo doloroso do que afirmas, na bela Ilha da Madeira...

Un saludo cariñoso,
António

A.Tapadinhas disse...

Jorge: Já sei que posso contar com a tua admiração, sempre que pinto o azul do mar e do céu...

No que respeita à Ilha da Madeira, a tragédia das mortes é que elas estavam anunciadas... Era só uma questão de tempo.

Quando queremos, sabemos encontrar em todo o lado, motivos para nos encantarmos... É só termos os olhos abertos... e o coração!

Abraço,
António

A.Tapadinhas disse...

Reflexo d Alma: Gostar de vir aqui, terá alguma coisa a ver comigo, mas quanto a aprender, essa questão tem só a ver com a sensibilidade com que olhas o mundo à tua volta.

Quanto à tua provocação não me admira: a tua beleza é logo a primeira e mais evidente!

Beijo,
António

São disse...

Obrigada pela defesa dos "meus" moinhos.

Bem hajas!

Amora disse...

O amor por tudo que tem vida é a nossa missão na terra como seres razosiño. Muita luz

A.Tapadinhas disse...

São: Os seus amigos meus amigos são...
:)

Acresce que já os "capturei" em muitas telas...

Beijo,
António

A.Tapadinhas disse...

Amora: Há certos monumentos que têm vida, que estão impregnados das acções dos seres que os rodeiam...

...Para os arqueólogos, até falam...

Beijo,
António

Tertúlias... disse...

Esta tela está lindíssima. Fez-me sentor o ar puro do mar através da clareza deste sol. Sim, esta luz branca que e´o sol em Portugal e que define tao bem as cores... onde o vermelho é vermelho, azul azul e aí por diante... tao diferente do ar húmido dos trópicos (de onde venho) e do daqui que parece no inverno uma massa cinzenta que nos deprime... Trouxeste cor e sol para mim em fevereiro! Obrigado!

Ava disse...

António, já vi outras menções tuas ao Barreiro e a esses moinhos, que tão bem retratas em tuas obras.
Isso me recorda A Caverna, de Saramago, que lí já a alguns anos...
Se não estou enganada, é o cenário principal do livro... E Sempre me recorda, ao ler voce...


Será que é uma obra literária ou realidade?

Querido António, faz-me rir com tua preocupação...rsrsrsrs

Não se precisa de marido para essas coisinhas... Isso tiro de letra...

Precisa-se de um marido para outras "cositas mas"...rsrs

A bem da verdade, diria que nós mulheres estamos ficando auto-suficientes...rsrsrs


António...António... Desculpa, mas as vezes não resisto e fico tão abusada...rsrsrs


Outros B.B. Duplos... Triplos... a fartar... Se é que se farta disso....rs

A.Tapadinhas disse...

Tertulias: A maneira como descreves o que viste a partir do meu quadro, define a tua sensibilidade e tua alegria de viver: a partir de coisas simples que servem de agente catalisador, colocas-te nos locais de que gostas!

Fico feliz, por esta obra te transportar para o sol de Portugal!

Abraço,
António

A.Tapadinhas disse...

A figura principal de "A Caverna" de Saramago é um oleiro que vê a sua vida perder sentido, quando o Centro Comercial, troca as suas peças por outras de alta tecnologia, feitas em plástico, mais bonitas, duradouras, mais leves, requintadas e, finalmente, mais baratas...

Portanto, temos aqui uma sequência de metáforas: a de Platão, com a sua Caverna, que descreve a situação da humanidade que toma as sombras pela realidade, A Caverna de Saramago, com o seu Centro Comercial, e o desprezo pelo trabalho do homem, e O Moinho, de Ava, que critica o desprezo do Homem pelas energias renováveis!

Poderosas metáforas imaginadas que tiveram, agora, uma sequência ainda mais impressionante que o original, em que finalmente o homem atinge a moral suprema - o bem (agathón) , o belo (tokalón) e a justiça (dikaiosyne).
uff!

Fico muito orgulhoso por o meu moinho poder ilustrar essa tua ideia.

Estou a ficar especialista em trocar lâmpadas: estou a mudá-las para as tais Energy Saving...

...que é o que eu procuro fazer também com a minha vida...

...e não estou a falar só de lâmpadas!

Pena é nem todas as energias serem renováveis!

B.B.
António

Ava disse...

Ai...ai... Sr. António Tapadinhas...

Que louco essa viagem pelo mundo das metáforas...

A nossa vida é um sequência de metáfora... E muitas vezes não conseguimos decifrá-las...

As energias podem até serem renováveis...
Mas nada substitui uma deliciosa troca de energias...rs



Especialista em trocar lâmpadas...
Vou me lembrar disso...rs



Muito bem resumindo o livro de Saramago.
Um detalhe, é que ganhei esse livro de um casal de portugues que conheci em um cruzeiro pelo caribe há algus anos...
Foram tão simpátios e fizemos uma ótima amizade. Eles me enviaram esse livro depois, pelo correio.
São tantas lembranças...


B.B. sem metáforas...rs

...EU VOU GRITAR PRA TODO MUNDO OUVIR... disse...

Muito linda a pintura;o reflexo na água é perfeito como se uma foto fora...As cores maravilhosas!

Gostei demais!!

Seu texto concisso e correto:morrer de pé e viver do mesmo modo!

Um beijo e a minha admiração!

Sonia Regina.

Álvaro Morgado disse...

Gostei do quadro e dou-lhe os meus parabéns.
Só não estou totalmente de acordo com a frase:
"Mas, o que estão a fazer já denota alguma preocupação com a conservação do património."
Por exemplo: em 1974 o moinho pequeno estava em bom estado de conservação. Veja agora. Metade já se foi com a voragem do tempo. Leia um dos números de Um Olhar sobre o Barreiro e veja como o arquitecto Cabeça Padrão, que tive o prazer deconhecer pessoalmente, confiava numa força política para preservar aquele espaço. Como se sentiria o arquitecto se hoje fosse vivo?
Até sempre.

A.Tapadinhas disse...

Einstein é autor do conceito de que qualquer massa possui uma energia associada e vice-versa. Mais uma vez, Ava está na frente, trazendo essa fórmula para as energias renováveis!
rsrsrs

Já estive em cruzeiros no Caribe, mas não me lembro de nenhuma beldade brasileira e, muito menos, de Saramago...

Tenha uma óptima semana!

B.B.
António

A.Tapadinhas disse...

...EU VOU GRITAR...

A beleza multiplicada até ao infinito, é o que eu sinto quando admiro os reflexos do céu, com ou sem nuvens, na água...

Obrigado pela suas palavras, Sónia! Desejo-lhe uma semana de sonho!

Beijo,
António

A.Tapadinhas disse...

Álvaro Morgado: Parabéns aceites, e os meus agradecimentos sinceros, pelas palavras amáveis.

Aquilo que é a realidade dos factos, quase sempre fica aquém dos nossos desejos.

Cada um de nós, à sua maneira, deve lutar pelo que acha estar certo...

Boa semana!

Abraço,
António

Udi disse...

Há um "nãoseiquê" de especial na imagem refletida nas águas... por serem reflexo já as sabemos irreais, entretanto o fundo azul do céu (na água) parece expressar alguma coisa mais que o artista nos transmite além da paisagem em si... assim como expressaste em imagem aquela minha idéia pesadelo/sonho, sinto-me inspirada a fazer um poema sobre os moinhos (ainda) em pé, refletidos na água de cabeça para baixo.
beijos

A.Tapadinhas disse...

Udi: O teu poder de observação, deixa-me sempre siderado!

Construíste uma imagem, com o reflexo dos moinhos de cabeça para baixo, prenunciando o seu anunciado fim...

Não posso esperar a hora de ler o poema...

Beijo,
António