domingo, 28 de setembro de 2008

PREIA-MAR


Moinhos de Alburrica Óleo sobre tela 70x100cm

Quando apresentei um trabalho com os moinhos de Alburrica, falei do interesse para o património do Moinho Grande. Disse na altura:
Apesar da sua reconhecida importância histórica, por causa das modificações ambientais no estuário do Tejo, ou da ondulação provocada pelos catamarãs, ou pelo conjunto destes dois factores, pois como se sabe, um mal nunca vem só, se não forem tomadas medidas para evitar o ataque aos seus alicerces, estes três moinhos estão em risco de ruir, principalmente o Moinho Grande, único no país, segundo alguns historiadores.
Não estava muito visível nesse trabalho, o risco em que eles se encontravam por estar na baixa-mar. Nesta tela, dá para imaginar as ondas a retirar a areia dos alicerces dos moinhos de Alburrica.
Disse La Fontaine: Trabalhai, fazei alguma coisa: é o alicerce mais seguro.
Ele não se referia a moinhos: eu sim!

21 comentários:

Udi disse...

As imagens refletidas na água transmitem sensação de leveza e delicadeza, mas também revelam a fragilidade do que está à mercê da (má) ação ambiental.

Isabel disse...

Qué bonito se percibe el Atlántico bajo tus pinceles. Besos.
http://senderosintrincados.blogspot.com

Ernesto Dias Jr. disse...

Não sou religioso, mas não consigo deixar de lembrar do evangelio segundo São Mateus:

"Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha.
Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia."

A.Tapadinhas disse...

udi: A sensibilidade para preservar o equilíbrio na natureza é uma conquista tão recente que é necessário manter constante vigilância...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Isabel: O meu Atlântico é um oceano calmo...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Ernesto: É o que se chama construir castelos na areia. Parece-me que no Evangelho podemos encontrar conselhos para quase todas as situações...
Abraço.
António

Anne M. Moor disse...

O movimento da água, que tão bem sabes retratar reforça o perigo falado no teu texto. Por que será que as pessoas esperam a primeira tragédia pra depois querer fazer algo????????????
Beijos brasileiros :-)
Anne

Vivian disse...

...mesmo falando dos perigos constantes a que toda natureza muitas vezes tbm é submetida, você conseguiu trazer à tona a alma do poeta e seus pincéis...

encantada deixo bjs brasileiros.

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Que coisa linda acabo de ver, António! Que perfeição!
Ando com muito problemas e o Blog para mim é algo lúdico, cujos posts faço com o maior prazer, mas se ninguém vai vê-los perde toda a graça. Por favor, vá ao meu Blog, ler o resenha de um filme muito tocante.
Um beijo,
Renata
wwwrenatacordeiro.blogspot.com

jorge disse...

Me gustan los tres niveles: Barandilla, agua y cielo.

Y en medio los molinos.

Que por obsoletos, ya no cumplen su funcion, estan en peligro de extincion.

Es dificil que los que mandan se acuerden de conservat lo que no les parece util.

rosa dourada/ondina azul disse...

Gosto muito deste quadro !
Vê-se bem o movimento da água aé onde já quase não há terra...

Fica o alerta !

Boa continuação :)))

A.Tapadinhas disse...

Anne: O problema dos moinhos é que não votam nas eleições municipais... Voltaste a casa? Que digo eu: a tua casa é o mundo! Pessoa disse: A minha casa é a língua portuguesa.
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Vivian: A sensibilidade de cada um descobre coisas lindas nos meus quadros... Fico muito orgulhoso!
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Renata: Gosto de saber que se encontra bem! Irei visitá-la, logo que me seja possível.
Abraço.
António

A.Tapadinhas disse...

Jorge: Se tudo o que não cumprisse sua função fosse eliminado, estavam resolvidos muitos sérios problemas, inclusive o do excesso de políticos sem visão... A alternativa é: imaginação ao poder!
Abraço.
António

A.Tapadinhas disse...

Rosa Dourada: Palavras de ouro sobre azul de ondas serenas...
Obrigado.
Abraço.
António

Anne M. Moor disse...

Estou de volta às casinhas (como dizemos aqui), mas não por muito tempo!! Domingo parto para Montevidéu para o grande encontro dos 100 anos do meu colégio de infância. Vem gente de 12 países... Imagina a farra!!!!!
Abração

A.Tapadinhas disse...

Anne: Verdadeira globetrotter!
Diverte-te!
Beijo.
António

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Amigo:
Por motivos de foro íntimo, não sei quando poderei voltar a publicar, por isso postei hj, mas todo dia ligarei o computador para ver se vocês têm vindo prestigiar-me.
Um beijo,
Renata
wwwrenatacordeiro.blogspot.com

Ernesto Dias Jr. disse...

Curioso, amigo António. Na impossibilidade de prova irrefutável lanço mão de outros métodos - científicos - para testar tua teoria.
E para começar usarei uma aflição atual, essa dos trambiques financeiros. Para Wall Street já acho um conselho bastante categórico (bold, como diriam eles): Não roubarás. Conselho que, como convém a tão importantes figuras consta entre os dez mais do livro.
Procuro agora outro, este para incautos investidores. Teria que ser algo assim como: Não levarás para tua casa a podridão dos falsos mortgages pois que se farão como bosta de cachorro em tuas sandálias.
Será que existe? Pesquiso.

freefun0616 disse...

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