domingo, 29 de junho de 2008

AS CIDADES DAS EMOÇÕES


Convento dos Capuchos - Sintra
Óleo sobre tela 50x70cm

Este convento foi mandado construir por D. Álvaro de Castro, em 1560, num local inóspito, pretendendo confundir-se com a natureza que o rodeava: carvalhos e arbustos, grande profusão de musgos, fetos e trepadeiras, num grande emaranhado vegetal que, conservado até hoje, constitui um testemunho vivo da floresta primitiva da Serra de Sintra.
O formato da tela procura potenciar, desde logo, a demonstração de humildade e pequenez do convento: a entrada situada entre dois grandes rochedos, que se alcança depois de subir íngremes degraus, mais salienta a escala mínima a que foi construído, parecendo improvável a vida de seres humanos no seu interior. Para que o motivo central não se perdesse, dei uma textura forte às suas paredes e à árvore do lado direito, para segurar o olhar do observador. A árdua subida dos degraus far-se-á sem cansaço, devido à suavidade do tapete de folhas, e à frescura das plantas que os limitam.
A obra, quase posso dizê-lo, não foi feita para ser vista, foi mais para ser sentida: sentir a frescura da vegetação exuberante, os cheiros da floresta, o contraste entre a pequenez da obra humana e a exuberância da Natureza em todo o seu esplendor. Áreas como esta tornaram-se mais importantes do que nunca. Tenho a esperança que as minhas obras possam motivar quem as vê a lutar pela conservação desta herança natural.

33 comentários:

Anne M. Moor disse...

Bem que este quadro eu quereria na minha casa... Chego de um final de semana passeando pela Serra Gaúcha de colonização italiana e sou recebida por esta maravilha no Sem Margens... Obrigada! A 1ª coisa que me veio a mente foi:
Homecoming
I heard the gate click,
footsteps on the path,
the key turned int eh lock,
your quiet laugh
because the door stuck
(as it always does).

I heard them all -
the many sounds of love.

Este teu quadro PINTA as muitas formas de amor através da natureza.
Beijos

A.Tapadinhas disse...

Deixa-me adivinhar: estiveste na "Pequena Itália", talvez Garibaldi ou Caxias do Sul? Pelo que li e vi da região dá para perceber a tua maior sensibilidade ao apelo da Natureza.
No início do poema, Afinal, diz Álvaro de Campos:
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
E ele tem razão (as he always does:)
Beijo.
António

Anne M. Moor disse...

Garibaldi, Bento Gonçalves, Carlos Barboza, Farroupilha... Maravilhoso... Os restaurantes das Nonnas todas... e a paisagem / natureza é fantástica.
Beijos viajados :-)

Flavio Ferrari disse...

Adorei o quadro. De um frescor tridimensional ...

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Ai, eu queria conhecer esse convento. Será que vou viver. Obrigada pela solidariedade, o que me está matando agora é a quimioterapia.
Fiz um post para o nosso vampiro o "Ravnos", que tanto me pediu, sobre Cidadão Kane. Apareça por lá:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
não há ponto depois de www
Um beijo,

Ernesto Dias Jr. disse...

Sobe-se orando.

A.Tapadinhas disse...

Anne: Brasil é tão grande, que é difícil conhecê-lo todo... É como a lista telefónica: tem sempre mais um nome... :)
Beijo sedentário.
António

A.Tapadinhas disse...

... e o Flavio não usou os óculos apropriados... :)
Abraço.
António

A.Tapadinhas disse...

Renata: Claro que sim! E ele vai ficar lá à sua espera...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Ernesto: Naquele local, a qualquer Deus...
Abraço.
António

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Eu sei que Cidadão Kane é o maior filme de todos os tempos. Matutei muito para achar algo a dzier. Disse muito pouco, mas, ainda assim, disse algo.
Um beijo, meu amigo, da Rê

d´Agolada disse...

Moi bo o cadro, está moi ben representada a vexetación, e encántame a inclinación das escaleiras, moi bonito. Saúdos

A.Tapadinhas disse...

Renata: Quase sempre vale mais dizer pouco mas acertado... que foi o caso. Para mais, seria difícil arranjar novo ângulo de análise, tanto o que já foi dito sobre Citizen Kane.
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

d´agolada: O local e o seu enquadramento geral, merece uma visita; digo mais, toda a zona de Sintra a merece: é Património da Humanidade.
Abraço.
António

Amanda Arthur disse...

Em outro momento da vida me atrevi a dar algumas pinceladas e tenho lá algumas telas penduradas nas paredes da família. Assim, me atrevo a ver os quadros com olhos de quem já os fez um dia. E, com este olhar, atesto: seu qradro faz sentir. Paz, aconchego e frescor.
E, além de pintar lindamente, você escreve com belos matizes e lindas tintas.
Abraço,
Amanda

A.Tapadinhas disse...

Amanda: Ficam com pouca cor as minhas palavras para agradecer os teus simpáticos comentários. Aquilo que nós sentimos perante uma obra de arte, tem muito a ver com o seu autor. Muito, não é tudo. Parte, depende da sensibilidade observador: a tua é uma evidência.
Abraço.
António

Jorge Lemos disse...

Antonio Amigo
Peço especial atenção de mandar-me
seus dados pessoais completos - uma foto, endereços e se possivel uma relação dos salões participados.
Meu endereço: Jorge Lemos - Caixa Postal 53 - Louveira - SP, Brazil - CEP 13 290 000 -
Se possível com urgência.

elsa disse...

Olá Pai!
Este é um dos teus quadros que mais me convida a viajar por aqueles locais miticos em que fadas, duendos, bruxas e criaturas encantadas habitam. É sempre um passeio relaxante. Simplesmente .... Adoro!
Beijinhos,
Elsa

A.Tapadinhas disse...

Amigo Jorge Lemos: Segunda-feira, de manhã, vou enviar por correio expresso os elementos que pediu.
Sempre ao dispor.
António

A.Tapadinhas disse...

Olá filha!
Daqui a mais algum tempo (pouco), terás um diabinho para te acompanhar nessas viagens maravilhosas.
Um grande beijo, com saudades.
A.M.

Sibyla disse...

Querido Antonio:
Ante todo, Moitas felicidades!!!!!!
Por ese nuevo nieto.
Pienso que es el mejor cuadro que has pintado, con tus genes...

Preciosas las pinturas de las ciudades de las emociones. Y eso es lo que siento cuando veo los colores que escoges para tus pinceladas.

Un fuerte abrazo, querido amigo:))))

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Meu querido amigo António,
acho que não poderei mais vir aqui porque adoro todas as suas postagens. Adoro Sintra. Estou aqui para agradecer-lhe o apoio nesse meu momento crítico. Enquanto fico de resguardo, fiz um novo post, As pontes de Madison. Apareça:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
não há ponto depois de www
Um beijo,
Renata Cordeiro

Nocturna disse...

¡Wow!

Cuando llegué a tu Blog, lo primero que me llamó la atención fue tu bello nietito, me alegró ver esas fotos suyas tan enternecedoras.

Después me quedé varios minutos contemplando esta obra...

¡Es preciosa!

¡DUPLICO MIS FELICITACIONES!

A.Tapadinhas disse...

Sibyla: Muito obrigado pelas tuas palavras! Sem dúvida, é a minha melhor obra!
Sobre o quadro passou-se algo de interessante: tinha esta obra em casa, algo escondida, entre outras. Depois, de a ter no blogue parece-me que a vi com outros olhos e foram vocês que me ajudaram. Já está num lugar de relevo na minha casa. Costumamos dizer que "santos da casa não fazem milagres"...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Renata: Tudo do melhor para si, minha amiga. Sintra merece todos os cuidados porque é um local idílico e, talvez por isso, frágil...
Beijo.
António

Udi disse...

Sim! Toda construção arquitetônica deveria ser assim concebida, nénão?: confundir-se com a natureza na qual está inserida.
Belo post, pela imagem, pelas palavras, pela idéia que transmite.
beijo

mundo azul disse...

Gostei muito do quadro...Senti as palavras do seu comentário!
Parabéns!
Beijos de luz...

A.Tapadinhas disse...

Udi: Quando estive em Viena de Áustria, tomei contacto com a arquitectura de um génio louco, Hundertwasser, que levava esta concepção ao limite. Quem visitou Viena, dificilmente o esquecerá...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

mundo azul: O azul é uma das minhas cores preferidas, como é próprio dum sagitário... Por isso, as suas palavras me tocaram especialmente. Obrigado!
Beijo.
António

Vieira Calado disse...

Nesta 1ª visita fiquei com boa impressão do blog.
Gosto da pintura.
Um abraço

A.Tapadinhas disse...

Vieira Calado: Já tivemos oportunidade de trocar impressões nos nossos blogues. Lembro-me da história de um cão, Merdock, se não estou enganado.
Um abraço.
António

freefun0616 disse...

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syhcool disse...

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