terça-feira, 4 de novembro de 2008

TEJO CINTILANTE


Caldeira da Moita Acrílico sobre Tela 30x90cm

Este é o aspecto actual da Caldeira da Moita na preia-mar. Digo actual, porque estão projectadas obras que poderão alterar substancialmente esta visão. O formato panorâmico desta tela permite formar uma ideia da sua beleza.
A embarcação que se destaca neste quadro é o varino “Boa Viagem”, da Câmara Municipal da Moita, restaurado em 1981.
O seu nome teve origem nos "ovarinos", embarcações de Ovar. Barco típico do Tejo, servia para transportar carga, e tal como a fragata, também era de casco bojudo, mas mais elegante e sem quilha. O seu fundo liso permite-lhe singrar em águas pouco profundas, adequando-se perfeitamente à navegação nos esteiros do Tejo.
Aparelhava uma ou duas velas de estai substituindo o latino triangular por um quadrangular, num mastro inclinado para a ré. Tinha duas cobertas com anteparas, porão com paneiros e ainda bordas falsas para um melhor acondicionamento da carga.
É uma embarcação muito elegante, e simultaneamente muito robusta.
Os varinos vão continuar a sulcar o Tejo, não para transportar mercadorias, mas para navegar ao serviço de cidadãos interessados em ver o rio de um ângulo diferente. Condenados a apodrecer, esta é a segunda oportunidade dos varinos, recuperados e prontos para iniciar uma nova vida…
Quem não gostaria de ter uma segunda oportunidade?

29 comentários:

elsa disse...

Olá Pai!
Acabei de ler a tua entrevista no "Margem Sul" e foi com agradável supresa de fiquei a conhecer mais um episódio da tua vida que desconhecia: a aula de desenho em que foi proposto desenhar o rio sado. Ao fim de tantos anos ainda tens histórias que desconheço!?
Parabéns pela fascinante entrevista!
A fotografia é que não te favorece... Um homem tão charmoso...
Em relação a esta tela só tenho a dizer: - FABULOSA!!!!! Mas eu vi-a ao vivo.

Beijinhos,
Elsa

P.S.: Como pedido, não mostrei a foto ao Rafael :)

jorge disse...

Como ya te nombre el emperador de los azules, no digo más.

Una segunda oportunidad en verdad cambiaria muchas cosas.
Ya que no la tenemos nosotros, demosela a las barcas bellas.

¿Que es esa entrevista que dice tu hija? Explicate sr. famoso.

mundo azul disse...

A sua tela é linda!

Quanto as embarcações...Tomara que recebam mesmo a sua segunda chance!


Beijos de luz e o meu carinho!

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Lindo "Tejo cintilante", amigo António. Não vá rir de mim só porque mudei a foto do perfil de novo! Convido-o a apreciar o meu post e matar as saudades. Faz tempo que não mantemos contatos. vc foi para a exposição e eu não vinha mais chamá-lo. Agora estou a intimá-lo, pois sofri uma decepção amorosa que acabou comigo e quero que os amigos, ainda que virtuais, me dêem uma palavrinha.
Um beijo,
Renata

Anne M. Moor disse...

Concordo com a tua filha sobre a tela! Speechless and THAT is quite a feat!!!!!!!!!!

Parabéns amigo
Beijos mudos :-)

A.Tapadinhas disse...

Elsa: Olá, querida!
"Ao fim de tantos anos ainda tens histórias que desconheço!?" Em contrapartida, contei-te outras mais do que uma vez...
Foi por essa razão que pedi para a não mostrares a fotografia ao Rafael...
Muiiiitos beijos!

A.Tapadinhas disse...

Jorge: Tens razão: é mais fácil dar uma segunda oportunidade às coisas, do que concedê-la ao nosso semelhante. Temos tendência para ser implacáveis com os outros. Connosco próprios somos mais tolerantes:temos muita capacidade de nos perdoar... Alguém já me deu uma segunda oportunidade: há mais de 15 anos que a agradeço, todos os dias!
O jornal já está digitalizado. Vais a
www.margemsul.pt
clic sobre o n.º 96, página 17 et voilá!
Abraço.
António

A.Tapadinhas disse...

Mundo Azul: A Câmara da Moita tem o varino "Boa Viagem", a do Seixal tem o "Amoroso", a de Vila Franca de Xira o "Liberdade", que foram recuperados e adaptados a barcos de recreio.Pelo menos estes tiveram a segunda oportunidade...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Anne: Pela primeira vez (!) não acredito no que escreveste: tu, ficaste sem palavras? Desculpa, pelo que conheço de ti, assim à distância, acho que é uma impossibilidade matemática...
Beijos sonoros!
António

Anne M. Moor disse...

Hahahahahahahahaha António,
Se Matemático eu não sei, mas que é muito difícil é... Mas foi só por um instante... Amanhã vai lá no Life... Living...

Beijos tagarelas :-)

Jorge Lemos disse...

Antonio
O expresso valor das suas obras é que completam um ciclo importante no campo da comunicação e história: a beleza da imagem e a brilhante aula de história que nos remete ao passado e ao futuro.
Parabens. Foi digna a nossa esolha ao transformar você no nosso porta-voz da cultura luzitana.Parabens.
Jorge Lemos - Presidente do Conselho da AMLAC

A.Tapadinhas disse...

Renata: O Tejo poderá ser sempre cintilante, mas a nossa vida não: umas vezes brilha mais, outras menos... como o Sol e a Lua...
Abraço.
António

A.Tapadinhas disse...

Anne: Já saboreei o presente que me quiseste dar...
:)
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Jorge Lemos: Como sempre, as suas palavras deixam-me muito orgulhoso, sendo também um estímulo para realizações futuras.
Bem haja!
António Tapadinhas

Vieira Calado disse...

Muito bonito, o quadro!

;)

Um abraço

Helena Rezende disse...

Lindo trabalho, quiçá possamos trazê-lo algum dia para o Brasil!
Um abraço, Helena Rezende

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Amigo:
Para espantar o laivo de tristeza, fiz postagem hj, sábado, sobre um filme bem atual e gostaria que você fosse ao meu Blog e me desse a sua opinião.
Um abraço,
Renata

A.Tapadinhas disse...

Vieira Calado: Há muito tempo que não tinha notícia de Lagos! Afinal, somos como os velhos amigos: pode passar muito tempo mas estão sempre presentes!
Abraço.
António

A.Tapadinhas disse...

Helena Rezende: Seria mais
gratificante se o autor a pudesse acompanhar!
:)
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Renata: Tomei nota!
Abraço.
António

Ynot Nosirrah disse...

Gostei de seu blog. Voltarei sempre que puder e houver alguma novidade. Venha conhecer meu espaço também.

http://conscienciaacademica.blogspot.com/

Isabel disse...

No sólo una segunda oportunidad, sino una marina tan bella y tan azul como la que pintaste. Preciosa!!! Besos.
http://senderosintrincados.blogspot.co

Helena Rezende disse...

Bom dia, Antonio!
Obrigada pela visita.
Quanto a vir ao Brasil, estamos sempre de braços abertos para receber nossos patrícios. E, é óbvio os grandes artistas e mestres na arte do pincel como você.
Um abraço :)

A.Tapadinhas disse...

Ynot: Esteja à vontade, porque será sempre bem-vindo!
Abraço.
António

A.Tapadinhas disse...

Isabel: Tan bello y tan azul como o teu ramalhete de palavras! Gracias!
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Helena: Obrigado pelas palavras! Tanto mais que aprendi com os irmãos brasileiros que não são apenas palavras: por detrás delas estão sentimentos verdadeiros...
Abraço.
António

Suzana disse...

Nossa Antonio!
Você continua nos tirando o ar!
Creio mesmo que sua alma seja azul em semi tons de sentimentos múltiplos
e siceros que só podem exprimir o belo.

bjs

A.Tapadinhas disse...

Suzana: A cor azul para vibrar precisa da ajuda de outras cores... e a amiga tem a vibração certa para ela brilhar.
Beijo.
António

freefun0616 disse...

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