sexta-feira, 28 de novembro de 2008

CUBISMO


Olhão Óleo sobre tela 100x100cm

A cidade de Olhão situada no coração do Algarve, tem um aspecto panorâmico único no País, na Europa e talvez no Mundo, devido à estrutura das suas casas com a forma de cubos sobrepostos, que se encaixam por entre ruas estreitas, fazendo lembrar uma Medina. Os terraços (soteias ou açoteias) substituem com vantagem os telhados tradicionais, pois podem ter diversas funções, das quais, uma das mais evidentes, será a sua utilização como um espaço privado para apanhar o fresco das noites de Verão. Não serve, contudo, para recolher as águas da chuva para cisternas, como se poderá julgar por comparação com Marrocos: o nome da cidade deriva de sítio do olhão, rico em poços de água doce. A riqueza da pesca permitiu aos seus habitantes, no final do século XVIII, transformar os casebres de madeira em casas cúbicas de pedra e cal branca, com as suas chaminés rendilhadas e as açoteias em vez de telhados.
Sobre a execução da tela. Procurei tons de azul nas sombras para realçar a brancura das casas, com os mirantes, as torres e as chaminés tão características. Misturei areia à tinta de óleo para tornar natural a textura e os reflexos da luz. Criei a moldura com as mesmas tintas e textura da tela, para sugerir a continuidade do espaço da Cidade cubista antes de Picasso!

22 comentários:

Anne M. Moor disse...

Tela nova? Adorei como podes imaginar - todas essas janelas e portas e muitas delas abertas pra deixar entrar a vida. A perfeição das formas que nos apresentas chama atenção pois para além dessa perfeição vê-se o 'caos' aparente de uma cidade real... LINDO...
Beijos cúbicos :-)

Benó disse...

Pale primeira vez a visitar este cantinho, fiquei encantada! Vi o neto Rafael com o seu avô.

Vi os quadros cheios de côr que me subjugaram. Parabéns!

Voltarei.

Uma boa semana.

MARTHA THORMAN VON MADERS disse...

Voc~e é um artista na sua total essencia. Bela obra, vejo perfeição e emoção alí, Adorei.
Apareça se tiver tempo, artista das cores e da beleza.

Jorge Lemos disse...

Antonio\;

Lemvra-me, Olhão, na arquitetura, as cidades brancas de Espanha, as
próximas a Compostela.
Originalíssimo o seu "olhão" artistico. Parabens

A.Tapadinhas disse...

Anne: As mulheres e as obras de arte, são sempre novas. Algumas, como o Vinho do porto, melhoram com a idade. Em 2001 foi o ano em que utilizei, frequentemente, areia para dar uma textura diferente às minhas telas.
Beijo cubista :)
António

A.Tapadinhas disse...

Benó: Bem-vinda! Ainda bem que gostou. Apareça sempre que quiser: não pouparei nas cores para receber os amigos.
António

A.Tapadinhas disse...

Martha: É sempre um prazer receber a sua visita, prazer este que é aumentado quando aprecio a beleza da sua casa.
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Jorge Lemos: A sabedoria dos povos pode medir-se pela beleza e funcionalidade das casas que constroem...
Abraço.
António

Isabel disse...

Me gustan tus azules... los del cielo, los del mar, y ahora estos cubistas de la ciudad, besos.
http://senderosintrincados.blogspot.com

Estudo Geral disse...

Cubismo Azul?

Curioso, quando olho para algumas das tuas pinturas, a primeira coisa que me vem à cabeça é a de uma presença árabe que transparece do interior d quadro, não sei se pela arquitectura, se pelas cores...
Já me disseste numa outra vez que não tem nada a ver, mas... terás sido tu um Príncipe das Arábias?

A.Tapadinhas disse...

Isabel: Sempre gostei do azul. Por minha vontade, toda a minha roupa seria azul. Talvez por isso, o Deus do Azul está presente sempre que o invoco, nas minhas pinturas...
:)
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

LC: Respondo aqui à tua pergunta sobre o Pássaro Azul. Continua a assobiar as mesmas músicas. Acho que já começou a fazer arranjos, num medley muito melódico.
Quando éramos miúdos, os índios e os mouros apareciam em todos os livros, bd ou filmes,como a personificação do Mal. Sempre desconfiei que não seria bem assim: gostava de ser índio quando brincava aos cowboys. Por isso, ainda não sei se teria sido o tal príncipe ou, quem sabe, um guerreiro sioux...
:)
António.

mundo azul disse...

Gostei muito da sua pintura!

Aliás, gosto muito de todo o seu trabalho...


Beijos de luz e o meu carinho!!!

A.Tapadinhas disse...

Mundo Azul: É um prazer, receber os seus elogios: só mostram a grandeza do seu coração.
Beijo.
António

Fay van Gelder disse...

Amigo António (a foto foi-me enviada por email por um amigo), aqui por este blog não há ninguém triste, muito pelo contrário :) todos os dias lá tenho passarinhos a poisar na janela, que mais um simples humano pode querer, ehhhh ...

Podemos chamar-lhe "pisco-de-asas-azuis" é claro :)

Bjoca Grande querido e Tudo de Bom :)

*** Como eu conheço bem essa cidade cubista :)

jorge disse...

Me gustan esas visiones de los pueblos desde una altura que permite ver una gran panoramica.

Por qué sera que una ciudad blanca la conviertes en azul?

Una perpectiva preciosa de un pueblo que nos regala una imagen original.

€_r_i_K disse...

Saludos amigo!!!!
Parece que si teneis que hacer mudanzas en ese pueblo, desde los tejados de los vecinos casí más facil que por las calles.....

Abrazosssssss....

A.Tapadinhas disse...

Miss: Ainda bem que os passarinhos cantam na sua janela! E quando chegar a Primavera, tenha disponível espaço para eles fazerem ninho...
:)
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Jorge: O azul está presente no ar que nos rodeia e naquele que respiramos e, portanto, dentro de nós. A cor azul é fresca como a cidade cubista... e como a tua amizade.
Um abraço.
António

A.Tapadinhas disse...

€rik: Sabes, eu passava férias nesse pueblo, em casa de meus tios, quando era menino e moço. Nessa altura, tinha asas que me levavam onde eu queria...
:)
Foi bom ouvir a tua voz: agora, não tenho asas mas tenho imaginação!
Beijo.
António

Flavio Ferrari disse...

Pessoalmente não gosto muito deste tipo de pintura.
Mas aproveito para dizer que estou impressionado pela quantidade, diversidade e qualidade do seu trabalho.
Invejável artista ...

A.Tapadinhas disse...

Flavio: Não tem mal nenhum! Estranho seria gostar de todo o tipo de pintura. Mesmo da minha...
:)
Abraço.
António