quinta-feira, 20 de outubro de 2011

OBRA


Obras na Caldeira Autor António Tapadinhas
Óleo sobre tela 90x100cm
(clique na imagem para ver pormenores)

O monstro continua a descansar. O homem está a trabalhar, aparentemente sem muita vontade, talvez por causa do sol inclemente, talvez porque o salário não lhe agrada!
Seja como for, é incontestável a beleza dos amarelos vibrantes do braço mecânico, contrastando com a suavidade do azul do céu.
Até a cor do chapéu do operário está de acordo com as boas regras da pintura: as duas cores primárias, azul e amarelo e a secundária que resulta da mistura delas, ou seja, o verde.
Assim se cuida da harmonia dos espaços urbanos!

sábado, 15 de outubro de 2011

SARGOS PARA O JANTAR NA CACAV

No seu blogue esteiro, a CACAV publicou o convite para a apresentação do meu livro. O meu obrigado!

Apresentação do livro "Sargos para o Jantar"

Temos o prazer de vos endereçar um convite para a apresentação do livro "Sargos para o Jantar", de António Tapadinhas, que terá lugar no próximo dia 18 de Outubro, 3ª Feira, pelas 21,30 horas, na Escola Aberta/Casa Amarela (Rua 5 de Outubro, 52 - Alhos Vedros).


Para além da presença do autor, esta apresentação será feita pela Profª Isabel Raminhos, dinamizadora da nossa comunidade de leitores.
Gostaríamos de poder contar com a vossa presença!
A Direcção da CACAV. Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

SARGOS PARA O JANTAR


Convite para um café Autor António Tapadinhas
Óleo sobre Tela 80x100 cm

Esta tela está em Zambujeira do Mar, num monte alentejano que pertence a um grande amigo. Está lá, porque a sua mulher soube do seu interesse por esta obra e, com muita pena minha em desfazer-me dela, foi a prenda de anos que lhe ofereceu.
De vez em quando, passo uns dias no monte para fazermos grandes (ás vezes pequenas, mas não é o mais importante) pescarias na foz do rio Mira, ou nas praias da costa alentejana.
Já jantámos os sargos, que estavam divinais! Para finalizar em beleza, convido-vos para um café e dois dedos de conversa.
Vamos nessa?
...E já agora Viva a República!

domingo, 25 de setembro de 2011

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "SARGOS PARA O JANTAR"

A apresentação do livro "Sargos para o Jantar" foi um sucesso

clique aqui para ler a notícia

Ainda não refeito das emoções do dia de ontem, quero agradecer a todos a presença neste momento tão importante da minha vida.
A todos os que me manifestaram a sua tristeza por não poderem estar presentes, expresso os meus agradecimentos, com a certeza de que teremos outras oportunidades para degustar esta refeição de alegria.
BEM-HAJAM!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

CONVITE

(clique sobre as imagens para melhor leitura)

Tenho a honra de os convidar para a apresentação do meu livro "Sargos para o Jantar"

(capa e contracapa do livro)

que será levada a efeito no dia 24 de Setembro, pelas 16h30, com apresentação da obra a cargo de Luís Fílipe de Almeida Gomes, na Livraria Bar do Cinema King, Rua Bulhão Pato, n.º 1 (ao lado do Teatro Maria Matos, junto à Avenida de Roma).
Hoje o meu blogue justifica plenamente o seu nome, Pintar a Palavra, Escrever a Pintura: a capa tem a reprodução do meu quadro "Moinhos de Alburrica", que apresentei aqui em 18 de Outubro de 2010.
Agradeço a vossa presença, desde já, com a mesma alegria com que escrevi o livro feito a pensar no futuro deste país com cheiro a maresia.

sábado, 3 de setembro de 2011

RAFAEL E EU


Cá estou eu de regresso, contrariamente ao que seria de esperar, com as pilhas carregadas! O terrível trabalho de Hércules que me esperava foi cumprido com muitos sorrisos nos lábios e no coração!
Os dias que passei serviram para dar asas à minha imaginação, a única maneira de acompanhar os voos do meu neto, Rafael. Não pensem que se esgotavam nas girafas, elefantes ou zebras que encontrávamos na beira dos caminhos que percorríamos até ao “parque dos patinhos”. Não! Estavam também nos corcéis que habitavam as nuvens, nos castelos que povoavam o areal… ou nos dragões que apareciam sem avisar mas que nunca apanhavam o meu neto desprevenido: teve sempre a capacidade de inventar uma espada para os liquidar. O arcanjo que lhe deu o nome além de influenciar a saúde física dos humanos, também é o responsável e guardião dos talentos criativos. Espero que lhe fortaleça a vertente criativa e abandone esta tendência justiceira que, na actual situação, poderia ser considerado o décimo terceiro trabalho de Hércules!
Quero ter mais dias assim a encher baldes de areia para fazer bolos, e castelos, e animais de todas as espécies (alguns ainda não inventados!) de acordo com a imaginação do meu neto!
Nunca esqueçam quanto se pode aprender com uma criança!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

DESCANSO

Em Descanso Autor António Tapadinhas
Óleo sobre Tela 80x100cm

Sempre me senti fascinado pelas grandes máquinas…
Neste caso o monstro está a descansar. Não é que ele precise de descanso; o homem que o comanda é que necessitou de uma pausa.
Estas máquinas estão a mudar a frente ribeirinha da Moita. Com a reposição do funcionamento hidráulico do dique, a limpeza do leito e o consequente aumento do fundo navegável do rio, serão mais fáceis as manobras de entrada e saída da Caldeira. Com estas operações será criado um espelho de água permanente, sendo de prever o incremento das actividades náuticas num agradável espaço de lazer de que toda a população poderá usufruir.
Também aqui o homem que comanda o blogue vai fazer uma pausa, para dez dias de férias no Algarve. Não pensem que vai descansar: a minha filha já me avisou que o meu neto tem as pilhas carregadas de energia inesgotável!
Terrível trabalho me espera! Que não vos falte uma tarefa assim…

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

CRISTO-REI

Cristo-Rei Autor António Tapadinhas
Tinta-da-china sobre papel Canson 400g 30x30cm

Este estudo foi feito a tinta-da-china e pincel para ilustração de um conto. O que me chamou a atenção e motivou a execução desta obra foi a aparente indiferença dos operários perante a imponente figura que tentava abraçá-los. Tinha planeado fazer a obra final em óleo sobre tela mas, até agora, ainda não tive tempo…
A imagem foi captada quando se realizavam as obras na ponte 25 de Abril, no já distante ano de 1999, na preparação do tabuleiro para a passagem do comboio na travessia do Tejo.
Esta ponte entrou em funcionamento em Agosto de 1966 e ainda está entre as maiores pontes suspensas do mundo e era, na época da sua construção, a maior da Europa.
Tem, para mim, uma curiosidade ainda maior: A primeira e única vez que a atravessei por baixo foi em Agosto de 1967, a bordo do paquete Vera Cruz, no regresso da minha comissão em Angola!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

BAHAMAS


Máscara Autor António Tapadinhas
Acrílico sobre papel Canson 400g 32x24cm

Em 2002 fiz um cruzeiro nas Bahamas. Saí de Miami no luxuoso paquete “Majesty of the Seas”, direito a Nassau, onde bebi rum no “Nassau´s Pirate Pub”, passei um dia numa ilha minúscula com o nome de ”CocoCay”, concessionada para uso exclusivo dos participantes no cruzeiro, onde nos vinham servir as bebidas enquanto nadávamos nas suas águas cálidas. E nem digo quem e como nos serviam as bebidas…
Depois desta viagem de sonho, ao contrário do que seria de esperar, escrevi um conto de terror, que tem o seu início em Nassau.
Este meu trabalho, que serviu para ilustrar o conto, é inspirado nas máscaras nativas que estão presentes em quase todas as lojas para turistas.
Quanto ao conto propriamente dito, vai fazer parte dum livro de contos que estou a preparar para apresentação a uma editora…

sábado, 23 de julho de 2011

AGUARELA

Cais de Alhos Vedros Autor António Tapadinhas
Acrílico sobre papel Canson 400/g

Já há muito tempo que não experimentava pintar aguarela à minha maneira.
Dito assim, não dá para entender sem uma explicação.
A pintura em acrílico pode confundir-se facilmente com a pintura a óleo, sobretudo se adicionarmos à tinta modeling paste ou gloss gel médium, que lhe dá uma textura viscosa, transparente e brilhante.
Para se poder confundir com aguarela é mais simples, basta juntar água.
Este pormenor do Cais do Descarregador de Alhos Vedros, foi tirado para um quadro de maiores dimensões, em tela. Como o achei muito interessante pelas suas cores vivas e pouco habituais na minha paleta, resolvi mostrar este trabalho.
Espero que gostem!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

SORTE

Realizou-se pela 40.ª vez e sem interrupções, a Feira do Livro de Alhos Vedros, que deverá estar no pódio das mais antigas de Portugal. Também por isso, é um projecto cultural que dignifica toda uma região.


Além da mostra e venda de livros, a Feira do Livro teve animação diária, com diversos espectáculos e uma exposição na Capela da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, Caleidoscópio, composta por fotografia, desenho, azulejaria artística, escultura e pintura, de vários artistas da região.


Todos ofereceram à organização uma obra para ser rifada na quermesse. A que eu ofereci calhou em sorte a uma pessoa cada vez mais importante na minha vida. Não acredito que adivinhem a quem me refiro!
Foi ao meu médico de família! Percebem agora?

sábado, 2 de julho de 2011

EU, VINCENT E O GIRASSOL

Na entrada que fiz com esta tela
escrevi: Façam favor de tirar um girassol das obras que tenho expostas. E assim aconteceu!
A minha amiga Fernanda Sedano, espanhola da província de Andaluzia, conseguiu retirar da minha tela um girassol que ficou, a partir dessa altura, como uma jóia preciosa no seu cabelo.
Nessa entrada, expliquei a génese do quadro.
Há uma curiosidade com estas flores. Já vos disse que tenho uma caturra que imita o meu assobio no hino nacional, na quinta sinfonia de Beethoven, no jingle bells, entre outras músicas. Ela come uma mistura de sementes. É muito temperamental, como todas as divas, e espalha-as por todo o lado. Recolho as sementes do chão e atiro-as para o terreno para que outras aves as aproveitem. Há uns anos atrás, duma dessas sementes, nasceu um espectacular girassol, com o qual fui gastando rolos e rolos de fotografias, de todos os ângulos e com todas as situações de sol e sombra. A obra com os três girassóis faz parte da minha colecção particular, porque foi feita directamente no local. E eu acho que não foi inocente o nascimento dessa flor no meu terreno: Van Gogh esteve lá a cuidar dele...

E agora, repetiu-se o nascimento de um novo girassol, em tamanho Extra Large!


Deste vou guardar as sementes para as lançar no meu terreno e ficar com um campo de girassóis…
Conto com a ajuda do meu amigo Vincent!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

EXPO MARÉ CHEIA


Fui convidado para a apresentação da edição especial da agenda de eventos no concelho da Moita que decorreu nas instalações do antigo Posto de Depuração de Ostras do Tejo.
A iniciativa que teve como cenário a Praia Fluvial do Rosário, serviu para divulgar o que de melhor o concelho tem para oferecer com uma selecção de sabores e artes.

Os quadros que seleccionei para a ocasião, que já foram apresentados individualmente noutras entradas, têm como tema principal o rio Tejo.
Mesmo sem Ministro da Cultura, acredito que existe futuro para a Arte e para nós neste país com cheiro a maresia.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

PENSO LOGO PINTO II

Rhapsody in Blue Autor António Tapadinhas
Óleo sobre Tela 80x100cm


Que lugar dedica ao Sonho e à Utopia?

Há uma diferença fundamental entre Sonho e Utopia. A Utopia tem dono: é Thomas More que inventou esse país imaginário onde tudo está programado para assegurar a felicidade de todos; menos a dele próprio porque o rei de Inglaterra, Henrique VIII, o mandou decapitar. Contrariamente, os sonhos não têm dono: todos temos inteira liberdade de sonhar, embora não os possamos comandar. O Sonho é como no dicionário: está primeiro do que a vida.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

PENSO LOGO PINTO I

Às vezes o Azul Autor António Tapadinhas
Acrílico sobre Tela 100x100cm

Numa entrevista, que dei há dias para um jornal, ficou expresso o que penso sobre a pintura e a sua relação com o meio em que vivemos. Lendo outras entrevistas, cheguei à conclusão que o meu blogue seria o lugar certo para guardar o meu pensamento, com a vantagem de o poder partilhar com os meus amigos. Começo hoje.
Na sua perspectiva que relação deve prevalecer entre a Arte e a Verdade? A Arte é honesta?
Todos nós conhecemos aquela história da mãe que, ao ver o filho a marchar, exclama, embevecida: “ Reparem, só o meu filho é que leva o passo certo!”. Em Arte, acontece com demasiada frequência, que toda a gente está enganada e só esse maluco, esse visionário, esse marginal, o insignificante artista é que tem razão. A história está cheia de casos desses. É próprio do génio dar ideias que qualquer imbecil pode aproveitar anos depois. Esta terrível certeza condiciona a apreciação da Arte e a valorização dos artistas: todos os críticos encartados, os museus, os coleccionadores têm dificuldade em distinguir o génio da loucura. Não estão suficientemente distanciados para apreciar o que acaba de nascer e, por isso, para evitar erros, raramente são claros em separar a Arte do lixo. Estou a excluir desta apreciação os lóbis, as preferências políticas ou sexuais que, consoante as épocas e os locais, podem fazer a diferença entre a glória e a morte.
Não se pode admirar o Sol olhando-o directamente.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

SEM MARGENS NA BLOGALDEIA VI


Sem Título Autor António Tapadinhas
Acrílico sobre Tela 70x50cm

Na entrada anterior, pedi aos meus amigos e visitantes, a sugestão do título para uma obra de que eu fazia a descrição, enquadramento e técnica usada. Como seria de esperar, as colaborações foram muitas e de grande qualidade.
Um amigo, deixou-me o seguinte comentário:

Deixo-te um desafio. Correndo apenas o senão...de não ser do teu agrado.

Nem que seja um mero exercício. Apresenta uma tela tua, com título, e sem a descrição ou brilhante narrativa como fazes.
Deixa ser o teu visitante, a descobrir (a interrogar) a sensibilidade da tua criatividade. Depois... BUM! Descoberta do facto.

Pois bem! O desafio foi aceite, mas com um pormenor diferente: o quadro não tem título para não cercear a criatividade a ninguém.
A tela está aí: é toda vossa!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

SEM MARGENS NA BLOGALDEIA V


Entrada Autor António Tapadinhas
Óleo sobre Tela 100x100cm

Numa postagem anterior, apresentei o quadro, “Cozinha Alentejana”, que mostra o interior de uma habitação. A entrada para esse local de delícias tem também uma beleza especial, que só as coisas simples conseguem transmitir.
Na execução desta tela, misturei areia na tinta de óleo, para salientar as rugosidades e textura das paredes caiadas. O ponto focal desta pintura é a porta de entrada. Tendo em atenção este princípio, escureci um pouco a porta de madeira de carvalho, para, sem perder força, a distanciar da buganvília e da parede iluminada pelo sol, ganhando profundidade. Do lado direito, coloquei um vaso de sardinheiras que tem a função de atrair o olhar para esse ponto do quadro. Os troncos rústicos dão uma maravilhosa cobertura a todo o conjunto.
A porta deve estar aberta para não afastar o observador. Neste caso, garanto que está apenas encostada!
Podem entrar! Sejam bem-vindos!

Um dos comentários que obteve:

António

Deixo-te um desafio. Correndo apenas o senão...de não ser do teu agrado.
Mas, estou habituado a esses riscos. Marketing "oblige"..não é?
Nem que seja um mero exercício. Apresenta um Tela tua, com título, e sem a descrição ou brilhante narrativa como fazes.
Deixa ser o teu visitante, a descobrir ( a interrogar) a sensibilidade da tua criatividade. Depois...BUM! a Descoberta do facto.
Ah!, quanto ao quadro, se o Alentejo é um fascínio, desenhá-lo como fazes...é amor.
Um dia, numa conversa com um maestro Inglês, que (também) vive no Alentejo, deixava sair em respiração solta este comentário:
- No Alentejo, é o único sítio do Mundo, onde consigo ouvir o silêncio...
Abraço!
José Luís Outono

O desafio foi aceite! No próximo capítulo darei conta do resultado.

Hoje gostaria de chamar a atenção para este endereço do meu amigo Outono, onde está um convite para quem gosta de Livros e de Poetas.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

PORTO - RIBEIRA


Muro dos Bacalhoeiros Autor António Tapadinhas
Óleo sobre tela 64x54cm

Nesta minha vertigem pela Ribeira do Porto, uma das telas de que mais gosto e que por isso continua em minha casa, é esta que mostra o Muro dos Bacalhoeiros.
É uma obra em que utilizei cores fortes, com as suas complementares bem próximas, para salientar a força que emana daquelas pedras. Não satisfeito com o resultado obtido, procurei reforçar essa sensação com a mistura de areia na tinta, criando o aspecto rude e rústico das rochas, que falam connosco como as castiças gentes do Porto.
Nesta obra, as janelas das casas deixam de ser elementos “apenas” decorativos: estão humanizadas com a sugestão de roupas penduradas e vasos de flores que lembram as pessoas que as habitam.
Sei por experiência própria do mau gosto associado à escolha das molduras para as obras de arte. Não sei se por força da sugestão dos vendedores, que mais do que servir os clientes, querem vender as mais caras, ou por pressão do dono que quer valorizar uma obra que deve valer por si própria. Há casos em que a moldura fica mais cara do que a peça que contém.
Para este quadro fui eu que fiz a moldura: cortei e pintei a madeira com a mesma tinta que utilizei na tela. Utilizei o azul ultramarino (deep), misturado com um pouco de vermelho de cádmio, para o escurecer ao mesmo tempo que o torna menos frio.
É este Porto sentido que eu pretendi retratar. Para mim, sempre que passo por esta obra não resisto a dar-lhe uma nova mirada. E ela retribuiu como uma amante fiel: sempre lhe descubro novos encantos!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

SABEDORIA


Cidade da Sabedoria Autor António Tapadinhas
Óleo sobre Tela 100x115cm

Explicar uma obra abstracta é, para mim, muito difícil. Duplamente. Não sou isento quando falo do que amo, e a Arte não se explica, sente-se.
Perante uma obra, ficamos muitas vezes tentados a descobrir nela, um significado mais ou menos oculto. Somos incapazes de apreciá-la simplesmente, de a saborear. Esta atitude aumenta proporcionalmente com a subida do grau académico do apreciador, até ao seu expoente máximo: o Crítico. Critico, logo existo.
Na pintura, o artista procura transmitir mensagens, emoções, tanto mais eficientes quanto menos utilizar a muleta da escrita ou da fala, para a sua interpretação. De tal maneira, que para apreciar a qualidade do pintor, deveria ser suficiente analisar a sua obra. O que é uma tarefa impossível - só o tempo dá a exacta medida do seu real valor.
Deixo para a sabedoria dos meus amigos a apreciação desta obra.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A CIDADE DAS LUZES


Luzes na Cidade Autor António Tapadinhas
Óleo sobre Tela 95x110cm

Nesta minha cidade as sombras nunca são muito escuras. A luz chega sempre às ruelas mais recônditas. Os salpicos de luz (yellow deep) que eu tive o cuidado de espalhar por toda a superfície da tela com uma escova de dentes, afastam as sombras mais negras que poderiam ocultar a luz que todos precisamos, nestes tempos complicados que vivemos.
Não estou com disposição para escrever mais sobre este meu trabalho. Não sei de quê ou de quem é a culpa! Nem sequer me posso queixar do tempo: está um sol radioso e uma temperatura cálida… Os campos estão cheios de flores! Até já chegaram as andorinhas! Será de uma droga alucinógena chamada FMI?
Digo com Pessoa:
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.