
Casas no Largo Óleo sobre Tela 41x33cm
Quando comecei a estudar pintura, fui atraído pela paleta radical e arbitrária, e pela drástica simplicidade de linha, de um grupo de pintores, catalogados como “fauves”.
Na primeira exposição dos rejeitados do “Salon d´Automne”, de Paris, em 1874, o quadro, “"Impression, Soleil Levant" de Monet, provocou o comentário desdenhoso do crítico de arte, Louis Leroy, que os chamou pejorativamente de impressionistas, nome que foi adoptado, com os resultados que se conhecem.
E, mais uma vez, a história repetia-se!
Também o critico de arte, Louis Vauxcelles, no Salão de Outono, em Paris, 1905, ao ver uma série de quadros radicais, a rodear um busto italiano clássico, exclamou: “Tiens, un Donatello parmi des fauves”. Coitado, mal sabia ele que estava a dar nome à escola que contribuiu para o primeiro grande movimento de ruptura estética “avant-garde”, do século XX. No seu curto período de existência (1905-1908), reuniu com a liderança de Matisse, pintores como Van Gogh, Braque, André Derain e Raoul Dufy.
Não escapei ao seu apelo. No início da minha carreira de pintor, utilizei a exuberância das suas cores, para algumas experiências. Delas, lhes darei conta, nas próximas entradas.
Esta obra (1995) é o primeiro exemplo.









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