
Apeteceu-me escrever no título “Alcochete, sem Freeport”, tantos são os artigos que, nos últimos anos proliferaram nos media portugueses, por causa dessa catedral de consumo. Mas achei por bem não dar para esse peditório.
Alcochete é uma das mais belas vilas da margem esquerda do Tejo.
Deve ser o único ponto em que há consenso! Existem divergências quanto à data e por quem foi criada a povoação, e ao significado do vocábulo. Para mim, porque é a que mais gosto, deriva de “alca xête”, um campo deserto onde pastam ovelhas…

Cais de Alcochete Acrílico sobre Tela 50x60cm
(clic sobre a imagem)
Não ficava bem comigo próprio se não incluísse na minha exposição “Tejo Cintilante”, uma referência a esta terra situada na Reserva Natural do Estuário do Tejo.
Aproveitei os bons resultados conseguidos com o anoitecer e o amanhecer na zona do Barreiro, e resolvi aplicar a mesma receita para este “Cais de Alcochete”.
Esperei por uma baixa-mar que coincidisse com o nascer do sol, para tirar as minhas notas, sobre a maneira como a luz brinca sobre as águas e os fundos lodosos do rio.
No conforto do estúdio, ajudado pelas fotos tiradas no local, defini a linha do horizonte, desenhei cuidadosamente o cais e povoei o rio com os barcos de maneira a dar profundidade à paisagem.
Gosto da simetria criada no canto superior esquerdo e inferior direito, que sugere um caminho para guiar o olhar do espectador. Em contrapartida, sinto que é necessário criar um motivo de interesse na parte esquerda média da tela, para valorizar a composição…
Vou parar por agora.





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