quarta-feira, 7 de outubro de 2009

BELAS E PERIGOSAS


Ponta da Piedade Óleo sobre Tela 95x105cm

Na série que eu queria mostrar das falésias da costa algarvia, faltou apresentar este quadro que dá uma ideia da beleza selvagem das grutas e rochas escarpadas, que contrastam com as águas transparentes da Ponta da Piedade, em Lagos.
Neste quadro, são evidentes as pinceladas carregadas de matéria, que constroem o anfiteatro onde se desenrola um festival de luzes feéricas, acalmado pelo suave azul do céu.
Depois do infausto acontecimento que custou a vida a cinco pessoas, foram monitorizados todos os pontos críticos da bela costa algarvia e derrubadas algumas falésias, consideradas em perigo de queda eminente. Poucos dias depois, aconteceu outra derrocada. Sem vítimas a lamentar: foi durante a noite…
Matasétix, o chefe da aldeia de Astérix e dos seus amigos, só receia uma coisa: Que o céu lhe caia em cima da cabeça. Mas, acrescenta: “Amanhã não será a véspera desse dia”.
Gostaria de poder dizer o mesmo…

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ARTE POSTAL (II)


Sol na Terra Óleo sobre Platex
(clic sobre a imagem para ver textura)

Esta foi a outra peça que mandei para a “Exposição Internacional de Arte Postal”.
Tal como a anterior, é feita em óleo sobre platex, com uma textura bastante expressiva, e as cores fortes, no estilo fauve, para lhe dar a força que o tema merecia. Daí a simplificação das formas e a exaltação das cores puras, numa pincelada espontânea e livre …
Como todos sonhamos ser…

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

ARTE POSTAL


Pés na Terra Óleo sobre Platex
(clic sobre a imagem para ver textura)

Esta foi a minha contribuição para a “Exposição Internacional de Arte Postal”, realizada no Barreiro em 1988.
A Mail-Art teve o seu início em meados do século XX, na "Correspondance Art School", de Nova Iorque e teve a sua maior expressão nos anos 70 e 80.
Os suportes em que esta arte se manifesta terão de ser possíveis de transmissão através dos correios, a nível global, daí o seu formato e as técnicas utilizadas.
Este “postal”, como o outro que irei apresentar, é feito em óleo sobre platex, com a moldura feita de madeira e integrada no conjunto. A terra parece cair da moldura, com a intenção de interagir com o espectador...
O tema escolhido, “Terra”, levou-me ao que na altura sensibilizava parte da opinião pública portuguesa: “O Movimento dos Sem-Terra”.
Mas estes pés não têm nacionalidade…

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O ESPÍRITO DOS PÁSSAROS


Pássaro Azul Acrílico sobre Tela 60x30cm

Em 14 de Outubro de 2007, publiquei no meu blogue esta obra, acompanhada, como sempre procuro fazer, da sua génese.
Este Pássaro azul, bem real, usufrui de uma constante capacidade de mutação. Primeiro pássaro verdadeiro, depois poema e música, um outro poema a seguir que o transforma na tela, e de novo bem real vem comer milhos à mão. Está inscrito num livro de contos, de seu nome "O Espírito dos Pássaros", que tem uns meses de acabado e, talvez, acabe publicado um destes dias, provavelmente, pela Editorial CÊAV. Aguardemos.



O livro, aqui está!

...
Mas o Pássaro Azul não se ficara por ali, ao regresso à casa do poeta, mas novamente se transformou, e de dentro da tela voou para uma aparição, através de uma noite cerrada, ao encontro do poeta e do pintor, que um dia fora campeão de xadrez. Ainda uma e outra vez reencarnou.
...
Quer dizer, o poeta, foi encontrar o Pássaro Azul lá longe, em letras do início do século, a revelar-lhe que, afinal, foi voando através dos anos que ele chegou à sua casa. Um Pássaro que ora se diz, ora se vê, outras vezes pinta-se e escreve-se, e que tantas vezes encarna e reencarna. Um Pássaro Azul que é amizade e liberdade, sintetizadas ambas em amor, produto afinal de uma mesma energia criadora que nos assiste.

Somos nós, enfim, esse Pássaro Azul.

Recomendo, vivamente, que leiam toda a história, no seguinte endereço:
http://oespiritodospassaros.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

É BOM VIVER (III)


Rafael Acrílico sobre Tela 50x40cm
(clic sobre a imagem)


Resultou!
Quando me disseram que o retrato, por causa do manto e do rosto lembrava um anjo, recordei-me dos anjos de Rafael, que têm como fundo o Céu.
Tinha pensado dar o maior relevo à figura, usando o estilo chamado de tenebrismo, uma grande inovação introduzida por Caravaggio, que traduz o máximo contraste entre luz e sombra.
A minha predilecção pelo azul, levou-me a fazer uma experiência, para saber se o contraste forte com o rosa seria do meu agrado, como fundo do retrato. Ficou aprovado, com distinção!
Escolhi um azul suave, Cerulean Blue, com que cobri todo o fundo juntando um pouco de Ultramarine Blue, para fazer ressaltar o volume do corpo.
O rosa que está debaixo do azul, continua a respirar. Usei uma técnica conhecida por frottis, que consiste em esfregar um pano ou um pincel áspero sobre uma tinta já seca. Neste caso, usei um pouco de Gloss Gel Mediun, para tornar a cor mais brilhante.
Na toalha (manto), acentuei as sombras e avivei as cores utilizando um processo de pintura chamado glacis, que consiste numa cobertura transparente e ligeira das cores iluminadas, para fazer ressaltar o seu brilho.
O rosto, os olhos, a boca? Para ser franco, já não sei o que fiz, tantas as cores e as nuances que utilizei e a densidade de matéria pictórica…
Para os meus amigos, julgo que seria fastidioso, tentar explicar o processo…
A partir de hoje, tenho junto de mim um anjo, Rafael, que poderei ver sempre que quiser…

terça-feira, 8 de setembro de 2009

É BOM VIVER (II)


Rafael (Ars Interim) Acrílico sobre Tela 50x40
(Clic sobre a imagem para ver pormenores)

Esta segunda sessão foi dedicada ao rosto.
Perguntaram-me se não ficaria melhor utilizar uma expressão com o seu deslumbrante sorriso. Pensando sobre o assunto, eu escolhi aquela, porque a considerei a mais importante da sua personalidade: a curiosidade insaciável com que olha para tudo o que acontece! Talvez por isso, está a olhar directamente para quem o observa, cheio de interesse, mas também sem receio…
Tenho interiorizado que um quadro é um objecto para ser visto todos os dias, e que pormenores que são interessantes, vistos uma vez, poderão tornar-se agressivos, como por exemplo, um sorriso, que pode, facilmente, converter-se num esgar. O que torna eterno e fascinante o sorriso de Mona Lisa é a sua ausência…
Cuidadosamente defini os valores mais importantes da sua face com uma cor mais quente. Escureci deliberadamente os olhos, para mais tarde salientar o brilho vivo das suas nuances. O raio de luz que lhe ilumina o lábio inferior vai ser o principal ponto focal do quadro.
Agora, estou satisfeito. Vou deixar como está, para ir experimentar uma solução que me ocorreu para a cor do fundo, quando num comentário me disseram que a toalha parece o manto de um santo…
Desculpem-me! Estou cheio de curiosidade para ver se resulta!
Volto já!

domingo, 6 de setembro de 2009

É BOM VIVER!


Rafael Acrílico sobre tela 50x40cm

Passei uns dias de férias no Algarve, com a minha mulher, uma espécie de lua-de-mel, com um extra a que não tive acesso quando me casei: o meu neto Rafael…
No regresso a casa, dava por mim com um sorriso babado, sempre que me lembrava da força arrasadora do seu sorriso, da sua incansável capacidade de investigar tudo o que acontecia em seu redor, na sua aprendizagem do mundo que o rodeia.
A visão das fotografias, não me satisfazia a vontade de o rever… Naturalmente cheguei à conclusão que precisava de fazer o seu retrato para o ter comigo, sempre!
Tentei racionalizar o que sei sobre retrato, mas cedo verifiquei que a paixão não me ia deixar…
Preciso de cobrir a tela com uma cor base para harmonizar todo o conjunto. Escolho um tom delicado, como a sua pele, porque penso utilizar o cor-de-rosa choque da toalha, para destacar a suavidade do seu corpo e o brilho dos seus olhos.
Quando fiquei satisfeito com o tom e textura do fundo, fiz um desenho cuidadoso do seu rosto, respeitando religiosamente as suas proporções. Se, como disse o poeta, “todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades”, no caso duma criança, este verso é uma verdade confirmada dia-a-dia.
Longas vão ser as horas até à nova sessão…

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A MÃO DE DEUS


Lagos Óleo sobre Tela 80x100cm

Lembrei-me deste quadro quando falei do acidente que causou aquelas vítimas mortais.
Sempre que o observo com atenção eu vejo lá a mão de Deus.
Se não for esse o seu caso, não faz mal:

eu consigo ver uma jovem e uma senhora de idade nesta imagem, mas sei que há pessoas que só vêm a jovem e outras que só conseguem enxergar a velha.
Olhar o mundo com optimismo, com os olhos ávidos de uma criança é sinal de juventude, do desejo imparável de ser feliz.
Eu quero…
Façam-me o favor de ser felizes!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

LINDAS DE MORRER


Falésia Óleo sobre tela 38x46cm
(clic na imagem para ver em pormenor)

No passado dia 21, uma derrocada na falésia da Praia Maria Luísa, em Albufeira, provocou a morte de cinco pessoas, quatro da mesma família, que se encontravam de férias no local.
No dia seguinte, por todo o litoral português, famílias inteiras continuaram a arriscar a vida, debaixo de falésias consideradas perigosas, sem respeito pelas placas que avisam, em quatro línguas, do perigo de permanecer próximo das zonas assinaladas.
A praia onde aconteceu o acidente, já tem a bandeira azul hasteada por ter deixado de ser perigosa, depois de ter sido demolida a parte que sobrou da rocha...
Este quadro mostra as falésias da costa algarvia, com todos os contrastes, que as tornam um motivo apetecido por todos os pintores. As cores utilizadas têm uma textura que procura transmitir a beleza que, com os raios de sol a incidir sobre elas, são de cortar a respiração…
Como disse, lindas de morrer!

sábado, 15 de agosto de 2009

ASSOCIAÇÕES VIRTUOSAS


Musa Óleo sobre Tela 65x54cm
(Clic sobre a imagem para ver pormenores)

Foi uma associação de ideias, que me impeliu a mostrar esta obra.
No passado sábado, morreu Raul Solnado, humorista, actor e apresentador de televisão.
Entre os programas que apresentou destacou-se pela sua importância, Zip-Zip, o primeiro talk show português. No primeiro programa, a 26 de Maio de 1969, uma segunda-feira, em plena Primavera Marcelista, o convidado principal foi Almada Negreiros, amigo e admirador de Fernando Pessoa. A sua presença na televisão entusiasmou tanto os portugueses que, a partir desse dia, as ruas e as salas de espectáculo ficavam vazias à segunda-feira: ninguém queria perder o programa!
Almada Negreiros editou a revista Orpheu, juntamente com Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro.
Júlio Dantas, a maior figura da intelectualidade institucional da época, afirma que a revista é feita por gente desmiolada. Almada Negreiros responde com o manifesto Anti-Dantas:
... Basta PUM Basta!
Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração!
Morra o Dantas, morra! PIM!
No fim assina: POETA D' ORPHEU, FUTURISTA E TUDO.

É inspirado num seu desenho, o quadro que apresento.

domingo, 9 de agosto de 2009

ACABOU-SE A FESTA!


Igreja De São Lourenço Acrílico sobre Tela 60x70cm

Para terminar esta série, mostro um monumento cuja fundação remonta ao século XIII, a Igreja de São Lourenço, também chamada Matriz de Alhos Vedros, com o enquadramento do seu novo jardim.
Como poderão recordar numa entrada de 30.Dez.07, foi na apreciação do quadro com o altar-mor desta igreja, que se gerou a discussão entre um casal, em que o marido garantia que eram pedaços de azulejos colados e a mulher, mais perspicaz, garantia que era pintura.
O resto, já pertence à história: ele, para provar à mulher que tinha razão, tirou a navalha do bolso para levantar os azulejos virtuais…
Eu, como se pode constatar, sobrevivi ao susto... e a obra também!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

FESTA NO CAIS


Festa Acrílico sobre Tela 60x69cm

Esta pintura do cais de Alhos Vedros, da mesma série da anterior, tem como ponto central as pessoas que, com as suas roupas multicores, rivalizam com os barcos engalanados.
O céu e o mar trabalhados com espátula, apesar da sua imensidão, parecem perder importância, face ao calor das cores utilizadas para definir a festiva multidão.
Imaginem os odores das barracas de petiscos…

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

FESTAS EM ALHOS VEDROS


Festa no Cais Acrílico sobre Tela 60x70cm

Como disse numa entrada anterior, todas as vilas da zona ribeirinha do Tejo vão fazer as suas festas populares, com a mesma receita de sempre; já está tão testada que não é preciso inventar nada, para que sejam um êxito!
Os barcos engalanados, cheios de bandeiras coloridas, vão apresentar-se pintados de fresco e lavados, perante a santa padroeira, que os abençoará, depois de levada em procissão até ao cais. Quando era miúdo, sempre achei que era a mesma santa que fazia o passeio, embora cada vila lhe desse um nome diferente...
Neste caso, em Alhos Vedros, o seu nome é Nossa Senhora dos Anjos. As Festas em sua honra este ano acabam no dia 4 de Agosto. Ainda estão a tempo!
Em 2003, fiz uma exposição com telas que mostravam o colorido dos barcos e das bandeiras, a alegria e participação das pessoas, nesta festa sempre igual, sempre renovada.
As obras que apresentei tinham em comum o traço espontâneo e livre.
Todas elas foram muito apreciadas! Tanto que não sobrou nenhuma dessa mostra.

domingo, 26 de julho de 2009

DIA COM ARTE




Ontem, foi mesmo um dia especial!
A Exposição “Tejo Cintilante” está patente ao público numa galeria que tem as condições ideais para receber Arte e os seus amantes. Sala nobre, com dignidade, ampla e bem iluminada.




Logo à entrada está uma chamada de atenção, com o desenho a tinta-da-china, Menção Honrosa do Prémio Américo Marinho, “Baixa-Mar”.


Nas outras paredes está o Tejo em todo o seu esplendor!
Durante a tarde, convivi com os visitantes e amigos, ao som de música ao vivo, com o indispensável Moscatel de Setúbal.
Na sala ao lado, está a exposição de fotografia do agora amigo, Francisco M. Santos, que curiosamente tem os mesmos temas dos meus quadros.
Por sugestão da minha filha, fomos jantar a um restaurante em Palmela que se chama “Coma com Arte”. E não é só a comida: tem sempre um espaço reservado para uma exposição de pintura.



Por sugestão da dona do espaço, seguimos para um espectáculo que se desenrola no palco impossível duma encosta do Castelo de Palmela. Três centenas de participantes celebram o Verão com teatro, música, cantores líricos e a poesia Eugénio de Andrade.
A Deusa-Mãe, os elementos Água, Terra, Ar, Fogo, um Senhor de Branco, que conduz o povo à felicidade, e uns diabretes que querem estragar a Festa, são algumas das figuras mais destacadas deste espectáculo que tem um cenário natural deslumbrante: a Serra da Arrábida.
De sugestão em sugestão eu sugiro que, os que puderem, visitem a exposição que está como o Tejo: CINTILANTE!

terça-feira, 21 de julho de 2009

EXPOSIÇÃO DE PINTURA




Clic sobre a imagem para melhor leitura.
Até sábado!
Obrigado.
António Tapadinhas

quinta-feira, 16 de julho de 2009

GENTE COM HISTÓRIA


Barraca do Zé Gordo Acrílico sobre Tela 25x56cm
(clic sobre a imagem para ver em pormenor)

Quando estive a pintar o quadro “Barcos na Praia”, tinha atrás de mim estas barracas de pescadores, que servem para guardar todos os seus apetrechos de pesca. À semelhança do que aconteceu com os palheiros da Costa Nova, foram-se transformando numa segunda habitação para gozar férias. Só não se chamam palheiros porque, como não há caniços, os telhados são feitos com outros materiais…
Não fiquei indiferente ao seu colorido. Para o salientar e à sua rusticidade, utilizei quase exclusivamente a espátula, valorizando as texturas que pretendia. A camada inicial foi dada com Naples Yellow, sem mistura ou diluição, para que esta cor continuasse a respirar através das outras e aquecer toda a atmosfera da tela.
O título deste quadro leva o nome por que é conhecido o dono da barraca. Não conheço o senhor, nunca o vi mais gordo, mas o nome foi dado por uma querida senhora que ficou encantada com os meus quadros dos moinhos de Alburrica. E tinha uma boa razão para isso: A senhora contou-me que viveu grande parte da sua vida nos moinhos…
O quadro “Moinhos de Alburrica”, que mostrei na minha postagem de 18/5/2008, foi comprado pela senhora e colocado em lugar de destaque na sua sala!
Com muito orgulho de nós os dois!
Este vai estar no Barreiro, a partir de dia 25, na Exposição "Tejo Cintilante".

sábado, 11 de julho de 2009

MOINHOS SEM DOM QUIXOTE


Moinhos no Horizonte Acrílico sobre Tela 30x40cm
(clic sobre a imagem para ver em pormenor)

Sempre que utilizo fotografias para fazer os meus quadros, sinto necessidade de voltar ao local para definir alguns pontos de divergência entre o que eu me lembro de ter visto e o que a fotografia me mostra.
A grande diferença nem é a cor. A câmara mostra tudo por igual: dá a mesma importância a um monte de lixo que a um ramo de flores…
Para dar o sinal da distância a que nos encontramos da língua de terra onde se situam os moinhos e as casas, pareceu-me indicado mostrar os tufos de vegetação. Por acaso, também estão na fotografia…
A minha assinatura mostra que a obra está acabada.
Eu gosto do resultado…

quinta-feira, 9 de julho de 2009

MOINHOS SEM DOM QUIXOTE II


Moinhos no Horizonte (Ars Interim)
Acrílico sobre Tela 30x40cm

Nesta fase do trabalho já se distinguem os pormenores (clic sobre a imagem) da paisagem a que eu me referi: os moinhos (sem Dom Quixote!), as casas, algum arvoredo...
Infelizmente, as fadas e as ninfas ainda não deram sinal de si...
Apelo à vossa imaginação...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

MOINHOS SEM DOM QUIXOTE


Moinhos no Horizonte (Ars Interim)
Acrílico sobre Tela 30x40cm

Tinha planeado executar quatro pequenas telas, com as mesmas dimensões, o mesmo tema e a mesma gama de cor. Este trabalho é o quarto da série.
A fotografia mostra o desenho inicial efectuado no local e as cores base que seleccionei, para a execução desta tela.
A pequena foto que tenho colada no cavalete serve de indicação para os pormenores que, apesar da distância, eu quero salientar, para individualizar o local e torná-lo facilmente reconhecível. Quero que seja identificado por quem o conhece.
Hoje à tarde vou ver as dimensões do espaço onde vai estar patente a exposição…

sexta-feira, 3 de julho de 2009

ESTAÇÃO DO SUL E SUESTE II


Moinho e Estação Sul e Sueste
Acrílico sobre Tela 40x30cm


Conforme disse, com o entusiasmo, pouco deixei para fazer até à conclusão deste trabalho.
Quando começamos uma obra, temos uma determinada imagem do que pretendemos. Muitas das vezes, fazemos esboços, testes de cores, para tirarmos todas as dúvidas. Não foi este o caso! Eu queria, utilizando a imponência, a majestade do moinho, transmitir uma sensação de paz de perenidade, de segurança… Desde o início senti que estava a conseguir o meu objectivo…
Foi com esse sentimento que recomecei o trabalho, para não perder o que já tinha conseguido.
Nesta sessão, intensifiquei algumas sombras, dei mais luz aos ramos das árvores, defini com maior precisão alguns pormenores do céu e da água.
Quando perguntei à mulher disfarçada por entre as nuvens e à ninfa que está a tomar banhos nas águas quentes do Tejo, se já estavam prontas, elas responderam em coro que sim.
E eu acreditei! Arrumei tão depressa os instrumentos que, só agora, me apercebi que nem sequer tenho o trabalho assinado!
Vai ficar assim na fotografia, mas o quadro vai ser assinado, prometo!