quinta-feira, 9 de abril de 2009

PÁSCOA


Páscoa & Pascuas Técnica Mista sobre papel

Este ano é a primeira Páscoa que passo com o meu neto. Apesar da minha idade, espero ter o espírito suficientemente jovem para a gozar com a alegria que qualquer descoberta merece.
A todos os meus amigos desejo que inventem uma razão para encontrar a felicidade. Neste caso, não sejam muito exigentes, porque qualquer pretexto é bom!
A partir de hoje, façam-me o favor de serem felizes!
Eu vou fazer o mesmo!

domingo, 5 de abril de 2009

AS CIDADES DAS EMOÇÕES


Centro Histórico - Faro Óleo sobre Tela 65x90cm


Esta obra é muito semelhante à anterior, em toda a sua génese, por isso, apresento-a já, porque, francamente, não gosto especialmente do resultado que obtive.
Tenho sentido que, quando a história que acompanha a obra é muito interessante, os comentários tendem a centrar-se nas minhas palavras, em detrimento da obra propriamente dita. Não sei se é bom ou mau: é a constatação do evidente.
Esta tela não tem nada de especial a relatar. Foi uma encomenda. Alguém me pediu, por razões que não têm relevância para o caso, uma tela com o centro histórico de Faro, de preferência à noite. Contestei, dizendo que não tinha máquina fotográfica com a capacidade de fotografar esse espaço com a nitidez que necessitava para realizar tal obra. O meu amigo (quem me encomenda um quadro é meu amigo) disse-me que podia ficar alojado, o tempo que fosse necessário, num hotel para realizar a obra no local.
Achei o desafio interessante e o resultado está aqui.
Desta vez, não houve polícias a atrapalhar…
Só pessoas simpáticas…

terça-feira, 31 de março de 2009

AS CIDADES DAS EMOÇÕES


Igreja de Santa Cruz - Barreiro Óleo sobre Tela 70x100cm

Já falei muitas vezes do Barreiro. É uma cidade de contrastes. Foi um importante centro corticeiro, um pólo da indústria química e o principal eixo da ligação Norte-sul, por causa do Caminho de Ferro e da ligação entre as duas margens do Tejo. Em virtude desta ligação, já consumada com duas pontes, a 25 de Abril e a Vasco da Gama, o Barreiro vai continuar a ser notícia porque está para breve a adjudicação duma terceira ponte, que será (?) a verdadeira alternativa à Ponte 25 de Abril. Há muitas vozes discordantes por causa do impacto ambiental e paisagístico.
Por aquilo que tenho escrito, quem não conhece, poderá julgar que todos os locais do Barreiro, com interesse para um pintor ou fotógrafo, têm de incluir o rio Tejo. Esta igreja e este largo, estão aqui para desmentir essa opinião.
Como é minha prática habitual, para finalizar esta obra, passei algumas horas com a parafernália de pintor, no centro do largo, atraindo a natural curiosidade dos passantes pedestres ou motorizados.
Ainda não foi desta vez que aconteceu qualquer acidente rodoviário. Mas houve um acidente: um polícia perguntou-me se eu tinha licença para estar ali…
Fui salvo pelo padre!
Não, não foi o da estátua!

sexta-feira, 27 de março de 2009

PAPOILAS


Quatro Papoilas Óleo sobre Tela 100X80 CM

Este quadro esteve exposto juntamente com o da entrada anterior, com resultados diferentes: este foi vendido e o outro continua em meu poder.
Não sei quem o comprou. Tudo o que resta deste quadro é a sua fotografia.
Para ser franco, nem me lembro muito bem como o realizei. Também não consigo encontrar explicação para a sua venda, por comparação com “Flores Campestres”. Razões que a razão desconhece, ou não?
Alguma sugestão?

segunda-feira, 23 de março de 2009

EQUINÓCIO


Flores Campestres Óleo sobre Tela 60x100 cm

Quando apresentei os meus quadros inspirados em “As Quatro Estações” de Vivaldi, falei um pouco da celebração do ritual de fertilidade que festeja o equinócio da Primavera, o momento em que o dia e noite têm a mesma duração. Simboliza o despertar da vida na terra, depois da hibernação no Inverno. Esta celebração começou por ser um festival pagão, que foi aproveitado pela Igreja para exaltar a ressurreição de Cristo.
Neste quadro, quero mostrar as cores vibrantes das primeiras flores campestres, açoitadas pelo vento e iluminadas pelo tímido Sol, ainda pouco consciente da sua força telúrica.
Para isso, comecei por pintar toda a superfície da tela com o meu pincel de piaçaba carregado de Yellow Ochre e Burnt Sienna, em pinceladas curvas, com diversas direcções*, para servir de base às folhas das plantas e aos caules fustigados pelo fresco vento primaveril. Só depois de estar satisfeito com o movimento sugerido pelas texturas assim criadas, comecei a distribuir as papoilas e os malmequeres pela superfície, que ficou pouco povoada de flores, porque gostei do relevo do terreno em que nasceram…
Este quadro está aqui, pendurado na parede à minha frente, a olhar para mim, enquanto estou a escrever a sua história…
Tenho quase a certeza que uma das papoilas (provocadora!) me está a piscar o olho…

*Clicando sobre a imagem dá para ver a sua textura.

sexta-feira, 20 de março de 2009

COSTA NOVA


Palheiros da Costa Nova Óleo sobre Tela 60x100cm

Se há uma Costa Nova... Por causa da abertura da barra de Aveiro, em 1808, os pescadores de Ílhavo foram obrigados a deslocar-se da “costa velha”, mais para sul, em frente à Gafanha da Gramata, onde continuaram a praticar a arte da xávega. Isto de arte, por ser de xávega, tem direito à abertura de uns parênteses.
Esta arte é um tipo de pesca de arrasto cujas redes têm um cabo preso em terra puxado por bois que, com o progresso tecnológico, paulatinamente, foram sendo substituídos por tractores. Agora, não há bois nem tractores: toda a costa foi conquistada por outras maneiras de pescar… Toda? Não! Uma vila povoada por portugueses irredutíveis resistiu e continua a resistir à inovação: Nazaré, o único local onde ainda se pesca assim.
Estes pescadores, para guardar as alfaias da apanha das algas, redes e todos os apetrechos para a pesca, faziam com tábuas de madeira sobrepostas construções que se chamavam palheiros, por estarem revestidas com caniços. A pouco e pouco, estes palheiros transformaram-se em habitações para as famílias dos pescadores e, mais tarde, começaram a fazer melhoramentos para as alugarem ao crescente número de famílias de Vagos, Ílhavo ou Aveiro que procuravam aquela zona para férias.
Assim nasceram as casas com riscas verticais ou horizontais das mais variadas cores, num cenário improvável de surpreendente colorido.
Este quadro, que mostra o extremo oriental da Costa Nova, esteve exposto breves dias na Galeria. Foi comprado por um jovem casal que passou a sua lua-de-mel na casinha azul às riscas…
Acho que era a cor do pijama que ele despiu nessa noite…

segunda-feira, 16 de março de 2009

ENTENDAM-SE!


Preia-mar na Baía Óleo sobre Tela 80x100cm

No quadro anterior, coloquei um pequeno bote azul, em destaque num imenso areal a ser invadido pela enchente. Agora, a água já subiu o máximo, estamos na preia-mar, e o rio já reclamou o que lhe pertence. O dono do bote já saiu com ele para a faina diária de apanha de peixe e marisco.
É neste local que existe uma história de falta de entendimento que já tem 40 anos.
Seixal e o Barreiro já estiveram ligados. A distância entre os dois concelhos é de quinhentos metros, se for feita uma pequena ponte que atravesse o esteiro de Coina. A ligação rodoviária actual obriga a percorrer, sem necessidade, mais dezassete quilómetros, por estradas com muito trânsito e diversos pontos críticos. É evidente, que esta ligação beneficiava a qualidade de vida, contribuía para melhorar o ambiente e poupava combustível.
O dono do bote faz o percurso a remos entre o Seixal e o Barreiro no tempo que levam a ver esta postagem. Na região vivem trezentas mil pessoas.
Antes que alguém me roube a ideia, vou montar um estaleiro para fazer botes…

sábado, 14 de março de 2009

DESCANSO DO GUERREIRO


Baixa-mar na Baía Óleo sobre Tela 90x105 cm

Já falei do varino “Boa Viagem”, recuperado pela Câmara da Moita para passeios no Tejo. A Câmara do Seixal fez algo de semelhante com o bote-de-fragata “Baía do Seixal”. Este tipo de embarcação, bojuda e pesada, com 20 a 25 metros de comprimento, arma estai e vela grande de carangueja junto ao mastro que tem uma marcada inclinação para a ré. Rebocava um pequeno bote que servia para levar a fragata à força de remos nos momentos em que faltava o vento.
Este quadro mostra a minha fascinação pelas tonalidades subtis da areia molhada (sem os seixos que deram o nome à cidade), e o contraste com a água a deslizar pelos carreiros, reflectindo aqui e ali a luz do sol…

quarta-feira, 11 de março de 2009

CIDADE SONHADA


Fronteira dos Sonhos
Técnica mista sobre cartolina 28,2x34,1cm


Já o tinha afirmado e este desafio serviu apenas para confirmar: tenho resolvida a tarefa de dar títulos às minhas obras! As sugestões foram muitas e de qualidade.
Quase todos identificaram uma cidade junto ao mar, na tela apresentada, mas Xana viu a sua cidade: Lisboa. Ao meu amigo OUTONO, que foi o culpado do desafio, só lhe faltou identificar a cidade.
Mais uma vez, Erik e Anne sugeriram o título que eu vou dar à obra. “Cidade dos Sonhos”, de Anne é um título que eu já utilizei noutra ocasião, por isso, aproveitei “Cidade Sonhada” de Erik.
Ficaram títulos como “Fronteira”, de Jorge, “Tesouro Escondido”, “Desafio” , “Klimt Revisitado”, ou “Mundo Intenso” de She, e muitos outro igualmente apelativos.
Deixo-vos o poema que descreve a tela:

La Ciudad Soñada
La cigüeña cruzó el Óceano,
y esto es lo que vió…
Todos se habían acercado
demasiado al límite de la Tierra...
Habían ido llenando de color
todos los caminos que llevaban al Mar...
Pintores de colores vivos,
Escritores que van del Azúl al Verde...
Dejando los Naranjas
Y Amarillos a los nostálgicos.

A todos, queridos amigos, o meu muito obrigado!

domingo, 8 de março de 2009

DESAFIO


O que é isto?
Acrílico sobre Tela 70x50cm

Numa entrada anterior, pedi aos meus amigos e visitantes, a sugestão do título para uma obra de que eu fazia a descrição, enquadramento e técnica usada. Como seria de esperar, as colaborações foram muitas e de grande qualidade.
Um amigo, OUTONO, deixou-me o seguinte comentário:

Deixo-te um desafio. Correndo apenas o senão...de não ser do teu agrado.

Nem que seja um mero exercício. Apresenta uma tela tua, com título, e sem a descrição ou brilhante narrativa como fazes.
Deixa ser o teu visitante, a descobrir (a interrogar) a sensibilidade da tua criatividade. Depois... BUM! Descoberta do facto.


Pois bem! O desafio foi aceite, mas com um pormenor diferente: o quadro não tem título para não cercear a criatividade a ninguém.
A tela está aí: é toda vossa!

quarta-feira, 4 de março de 2009

TRADIÇÃO


Entrada Óleo sobre Tela 100x100cm

Na minha postagem de 11 de Novembro, apresentei um quadro “Cozinha Alentejana”, que mostra o interior de uma habitação. A entrada para esse local de delícias tem também uma beleza especial, que só as coisas simples conseguem transmitir.
Na execução desta tela, misturei areia na tinta de óleo, para salientar as rugosidades e textura das paredes caiadas. O ponto focal desta pintura é a porta de entrada. Tendo em atenção este princípio, escureci um pouco a porta de madeira de carvalho, para, sem perder força, a distanciar da buganvília e da parede iluminada pelo sol, ganhando profundidade. Do lado direito, coloquei um vaso de sardinheiras que tem a função de atrair o olhar para esse ponto do quadro. Os troncos rústicos dão uma maravilhosa cobertura a todo o conjunto.
A porta deve estar aberta para não afastar o observador. Neste caso, garanto que está apenas encostada!
Podem entrar! Sejam bem-vindos!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

AS CIDADES DAS EMOÇÕES


Palácio da Vila Óleo sobre Tela 60x100cm

Em 29 de Junho, mostrei o meu quadro que dava uma interpretação do significado do Convento dos Capuchos, em Sintra. Pela sua semelhança, com "Convento da Arrábida", lembrei-me desta obra, “Palácio da Vila”, de 1996.
Sintra é, desde 1995, Património Mundial, no âmbito da categoria Paisagem Cultural da UNESCO. O nome, com contornos místicos, deriva de cynthia, símbolo da lua na mitologia céltica, que fica muito a propósito com a neblina característica da Serra, que envolve os seus diversos monumentos.
Este Palácio, cuja traça original é de autor desconhecido, consiste num conjunto de volumes, aparentemente separados, mas articulados entre si, por corredores e galerias, por escadas e pátios…
É mais um quadro de que perdi o rasto: na altura em que foi comprado, ainda não tinha registos das minhas obras. Ter uma fotografia dele, já é qualquer coisa de especial.
Se o seu possuidor passar por aqui, terei muito prazer em cumprimentá-lo!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

ARRÁBIDA MEETINGS


Convento da Arrábida Óleo sobre Tela 60x100cm

O Convento da Arrábida foi fundado em 1542 por Frei Martinho de Santa Maria, a quem foram cedidas as encostas da Serra, pelo primeiro duque de Aveiro, D. João de Lencastre (1501-1571).
Os primeiros quatro frades arrábidos – Martinho de Santa Maria, Diogo de Lisboa, Francisco Pedraita, São Pedro de Alcântara – viveram dois anos em celas escavadas na rocha, num local de culto a que se chama Convento Velho.
Este conjunto está situado numa zona de rara beleza, propícia para a reflexão e o recolhimento de acordo com o estilo de vida dos franciscanos.
Depois da extinção das ordens religiosas (1834), todo o conjunto sofreu várias pilhagens e estragos causados pelo seu completo abandono. Em 1990, a Casa de Palmela, vendeu o Convento e a área envolvente à Fundação do Oriente, e a partir daí, a sua recuperação patrimonial e cultural tem sido uma realidade. Por exemplo, os Arrábida Meetings, fórum internacional dedicado à análise de temas políticos, sociais, científicos, históricos e artísticos, tanto a nível nacional como internacional.
Tenho pena, mas desta vez sinto mais do que em qualquer outra altura, que a realidade é muito mais atraente do que a minha pintura. Quem conhece o Convento e a Serra sabe que é verdade. Quem não conhece, aproveite a primeira oportunidade e não se arrependerá.
Palavra de Pintor!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

AMIGOS PARA SEMPRE!


Rafael 8 meses

Este fim-de-semana foi passado no Algarve com alguém de quem dei notícias em 18 de Junho: o meu neto Rafael.
Volto agora a dar notícias dele, sem dizer que é o mais lindo e o mais esperto, por causa das discussões que poderia levantar com outros avós… Também não é para lhes contar os seus progressos na pintura… Quero só dar notícia duma combinação que fizemos.
Fomos dar um passeio pela marginal da Praia da Rocha, a gozar a temperatura e luminosidade dos dias fantásticos de um Inverno sem crise. Depois da minha desistência por KO, no transporte às cavalitas dos seus 9 irrequietos quilos, fomos almoçar…
E foi ali, no restaurante, eu com uma bem merecida caneca de cerveja, e ele a morder o seu primeiro Gressino, que selámos um pacto para o resto da nossa vida:
- Amigos para sempre! Hurra! Hurra! Hurra!
Ele ainda não sabe, mas os pactos entre avô e neto são sempre assim!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

PORTUGAL PROFUNDO


Golegã Óleo sobre Tela 80x100cm
Por motivos pessoais, deslocava-me com muita frequência ao Entroncamento. Fazia uma paragem, quase obrigatória na vila da Golegã, mais conhecida pela Feira Nacional do Cavalo Lusitano, que se realiza desde o século XVI, não sei se já nessa data por altura das festas do São Martinho.
A lezíria, sempre deslumbrante, é atravessada pelos Rios Tejo e Almonda, que servem de abrigo natural à maior colónia de garças da Península Ibérica. Mas não é só a natureza que é apelativa: para os amantes da arte, podem ser visitados a Casa-Estúdio Carlos Relvas, ou o museu Martins Correia, com uma valiosa colecção de arte moderna.
Foi por essa altura que pintei este quadro, em que procurei dar relevo às casas tradicionais, com um belo espaço de terra, ideal para que os miúdos joguem à bola sem chocarem com automóveis, digo eu! Dirão outros: belo espaço para construir apartamentos… Inevitavelmente com uma cereja no topo: um centro comercial!
Fico triste, mesmo arriscando que me digam: É o progresso, estúpido!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

PINTOR DE FIM-DE-SEMANA (2)


Represa Óleo sobre Tela 30x40cm
Agora, deixemos o alto, e a sua paisagem deslumbrante de verde salpicado com o azul do rio Alva. Vamos descer aquele estreito carreiro e sentarmo-nos confortavelmente, junto ao rio. Deixemos que os sons que nos circundam nos encham os ouvidos: o marulhar das águas na represa, a conversa das folhas das árvores com a ligeira brisa, o gorjeio dos pássaros…
O paraíso deve ser já ali!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

PINTOR DE FIM-DE-SEMANA


Sarzedo Óleo sobre Tela 100x80cm

Há uns anos, um casal amigo a residir em Setúbal, pediu-me para lhe fazer um quadro da sua terra natal, Sarzedo. Convidaram-me para passar lá um fim-de-semana, para conhecer o local, que diziam ser idílico. Confesso que a razão que me levou a aceitar o convite foi a sua proximidade da aldeia histórica de Piódão. Não foi necessário muito tempo para reconhecer quão estava enganado. A aldeia está situada na Beira Serra, entre a serra da Moita (mesmo nome da terra onde vivo) e o rio Alva, afluente do rio Mondego, no concelho de Arganil. A dificuldade foi escolher, tantas as hipóteses de paisagens verdejantes que a zona proporciona. Este quadro está na sala dos meus amigos, para manterem viva a lembrança das suas origens. Tenho um apontamento tirado no local, junto à represa, que mostrarei na próxima entrada, porque considero que transmite com fidelidade a exuberante beleza do local.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O NOME DAS COISAS (3)


Marcador sobre papel


Tenho resolvido o problema de dar títulos às minhas obras: peço aos meus amigos e o problema passa a ser o inverso, porque a dificuldade passa a ser escolher entre tantas e criativas sugestões. Ora vejam:
Para a primeira peça tive “Azul y Rojo”, “Alma Aflita”, “Caminhos”, “Camadas”, “Entre a Terra…”, “Embarcação”, “Paralelas”, e o que eu escolhi foi:
“Despertar en la Orilla”, de €riK,
“Despertar na Margem”.

Na segunda peça, as sugestões foram igualmente de autênticos mestres: “Olhares”, “Filosofia de Vida”, “Sentimento Dissolvido”, “Azul, Azul”, “Retalhos do Mar” e a última que me chegou “Azul de Mar”.
Escolhi “Movimento Marinho”. A sua autoria é de três amigas: uma começou o movimento, outra secundou-o e outra completou o título. Para a história fica o nome das suas autoras: Anne, Ariana e Sibyla.
Tanto na primeira tela como na segunda, chegaram-me sugestões de irmãos do outro lado do Atlântico, que eu deixei para o fim, por serem, além de criativas, comestíveis. Foram elas: “Sanduíche” e “Prego”.
As minhas obras são um alimento espiritual para mim…
Desejo que possam servir de conforto (não me atrevo a dizer de alimento) aos amigos, porque assim já terão cumprido parte da sua missão!

sábado, 31 de janeiro de 2009

O NOME DAS COISAS (2)


Sem Título 2 Óleo sobre Tela 100x100cm

Decidi não manifestar a minha opinião sobre as criativas sugestões apresentadas, para não influenciar quem quiser dar um título a este quadro.
Ao contrário do que infelizmente acontece na vida real demasiadas vezes, aqui há uma segunda oportunidade para todos.
Vamos aproveitá-la?!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O NOME DAS COISAS


Sem Título 1 Óleo sobre Tela 100x100cm

Cada vez dou mais importância ao título das minhas obras. Nesta série que tenho estado a mostrar, como nunca foram formalmente expostas, ainda não pensei seriamente nos títulos que lhes devia dar. Se um nome influencia a vida duma pessoa, acho que ainda será mais evidente a sua importância para uma obra de arte.
As duas peças que irei apresentar, ainda não têm título. São pormenores de embarcações no estaleiro, com sinais de corrosão, que estão a ser preparadas para calafetagem e pintura.
Vamos experimentar? Qual o título adequado para esta?
Aguardo sugestões...