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A Casa Fantasma Óleo sobre tela 100x100cm
Na minha entrada de 31 de Maio, Farenheit 451, em que mostrei a minha tela “Caldeira do Moinho Pequeno”, escrevi a certa altura:
“O esqueleto da casa, que aparece na parte esquerda do quadro, é onde funcionava o moinho de maré. Da língua de terra, em frente, vêem-se as entradas de água que faziam girar o sistema. Num dos meus passeios pela zona, apercebi-me das possibilidades pictóricas daquela casa e do seu moinho. Depois de estudar o horário das marés, e ver as condições do tempo, porque precisava de um céu sem nuvens para poder tirar o máximo partido dos surpreendentes e espectaculares reflexos dos tijolos na água, consegui realizar uma obra que me deu grande satisfação produzir”.
Essa obra, por um motivo ou por outro, nunca cheguei a mostrá-la. Chegou a altura de cumprir o que prometi.
A perspectiva que utilizei para pintar esta tela foi a da praia junto às casas que se vêem do lado direito do quadro “Caldeira do Moinho Pequeno”.
As entradas de água dos moinhos de maré, estão perfeitamente visíveis, bem como o princípio de degradação das casas. Incrível, foi o pouco tempo que decorreu entre uma casa e um património histórico recuperável, e um monte de entulho que só pode interessar a uma pessoa esquisita, por exemplo, um pintor…

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